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SUMMER SUCKS.



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Ainda que o sol de Inverno seja, de longe, o melhor em todo o ano, em nada assimilável ao horror que é o de Verão, este Ente Lectual é que a sabe toda:
 
LINÓLEO
Chegou o bom tempo. Atrasados mentais de todas as formas e feitios começam a sair das tocas. Já não hibernam. As esplanadas enchem e a casa ganha aquele cheiro que o linóleo liberta com o calor. Também se pode dar o caso de não ter nada a ver com o linóleo, não sei, percebo tanto de pavimentos quanto de aviões. Se me disserem que este chão é de granito, eu acredito. O que me interessa agora é partilhar convosco esta minha amargura, esta infinita tristeza de ver o Inverno a acabar. A época de gajos como eu terminou e só volta depois de uma travessia à qual poucos da nossa espécie resistem; durante os próximos 6 meses, não resta nada senão - eis a altura de citar o poeta (sempre quis dizer isto) - lágrimas que vêm tarde e uma noite à volta, uma noite em que nunca chega o alvor da madrugada. Outra forma de dizer: ver a felicidade dos outros. Era isto, todos aqueles que tenham vidas pessoais sintam-se livres de prosseguir. Eu fico aqui e juro, juro que não fico melindrado.

QUANTOS SOMOS?



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[ Excertos de um interessante artigo com entrevista inclusa a João Paulo Cuenca - escritor revelação carioca - publicada na última edição do Ípsilon (sexta, 27 de Fevereiro) a propósito do lançamento em Portugal do seu último romance "O Dia Mastroianni" ]

 
João Paulo Cuenca - O Homem Que Inventa As Mulheres.
A mãe deste carioca ensinou-o a ler, em casa, com a ajuda de bloquinhos de madeira com letrinhas. Por isso quando João Paulo entrou no colégio de freiras, onde estudou, já sabia ler. Rapidamente percebeu que tinha que "driblar" as freiras da biblioteca para ler o que elas não queriam que ele lesse, e costuma dizer que foi ao ler Dostoiévski que desgraçou a vida para sempre. "No meu grupo de amigos no Brasil, temos essa piada interna, esse calão particular do dia Mastroianni. É quando o dia está muito divertido, inesperado e as coisas tomam um rumo glamoroso. Se você se vê numa cobertura de um hotel, tomando 'dry martini', numa festa de modelos da agência Elite de Nova Iorque isso é um dia Mastroianni", explica. "Toda a vez que isso acontecia a gente falava: 'Olha está ficando Mastroianni o nosso dia'. E no meio desse conceito, de desperdiçar as horas, comecei a engendrar essa narrativa que durasse um dia e que contasse a história de dois amigos bastante adolescentes e idiotas, pretensos artistas que vivessem de uma maneira episódica o percurso por uma cidade."
Além da referência ao cinema a que se chega pelo título, o livro está salpicado de brincadeiras e de referências literárias. O narrador, Pedro Cassavas, é um pretenso artista, cheio de planos e de intenções mas que não realiza nada. Cuenca traça o retrato de uma geração que tem muitos projectos e que não faz nada. As personagens brindam aos dândis precoces, aos escritores sem livros, aos músicos sem discos, aos cineastas sem filmes. "Pessoas que têm planos e pretensões e têm todo um discurso já pronto mas não têm obra."
"Oito e Meio", de Fellini e "O Acossado" de Godard deslizam pelo romance. São referências para algumas pessoas da geração de que o brasileiro faz parte, aquelas que gostavam de ter vivido há 40 anos. "Existe uma nostalgia roubada que eu tenho e conheço muita gente que tem, uma nostalgia de uma época que não se viveu. Tenho saudades dos anos 60 quando vejo certos filmes. Nunca vivi nem nunca vou viver aquilo. Vivo num mundo muito mais sem graça. E o meu livro tem um pouco disso, dessa ressaca".
E depois há a forma como descreve as mulheres nos seus livros "bombas de hormônio cada vez menos exigentes e mais desesperadas". "O meu olhar sobre as mulheres é muito infantil. É muito primário. É um horror", afirma quase envergonhado. "Perco muito tempo da minha vida pensando no que pensa uma mulher porque sou infantil. O texto pode ser maduro, mas o ponto de vista é de uma criança chocada".
" Essa coisa com as mulheres é porque eu tenho um ponto de vista infantil e fascinado. Um homem não conhece uma mulher. Jamais. É uma ilusão, a fantasia de você achar que vai desconfiar aquilo que uma mulher está pensando. É impenetrável. E você pode perder a sua vida nisso. É o que eu faço. E aí você inventa. Você conhece inventando."

A STORY OF THE LONDON FOG.



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IVOR NOVELLO
 The Lodger (1927), Hitchcock

QUIZ.



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QUE GÉNIO LOUCO ÉS? DIZ QUE SOU: 

CAMILLE CLAUDEL
   
 
Fazer aqui seguindo o conselho daqui.

MEUS AMORES, EU NÃO CASAVA COM UM CRÍTICO.



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Os Quais Meio Disco 2009 Amor Fúria / Mbari
A discussão que se tem centrado na mais recente vaga de “roque (em) português”, aspas um pouco marotas, tem padecido do efeito bipolar que tende a afastar para os antípodas as apreciações entre os que sentem repulsa e os que rezam o terço com fervor. O espectro está sempre um pouco mais preenchido e equi-espaçado que isso, ou seja, nem só de bom (ou mau, depende do partido tomado) se faz a festa, como vem a lume o mediano e o resto. Surgem estas palavras a propósito das linhas que se seguem e não são nem desculpa nem justificação, apenas uma explicação tosca de que aqui não se tiram fotografias homogéneas a um conjunto tão diferenciável. Mas também não se atenta ao luso-porreirismo para aplaudir o que deve ser desancado, como o Meio Disco d’Os Quais. É quase certo que a capacidade de pegar no quotidiano pouco idiossincrásico e nas boçalidades do dia-a-dia com o fim de criar massas de palavras dignas de notas cantadas, parece estar reservada quase só a gente lida. Jacinto Lucas Pires, o escritor, tem o estatuto ideal para tomar esse papel de quem olha o mundo e lhe dá um interesse dobrado, dividindo-o. Fala-se logo de letras, porque é o que primeiro se estranha, pelas razões óbvias da atenção que se lhes dá. De “tiques de sofisticação intelectual” sobra-lhes o pretensiosismo e pouco mais, do discorrer “coisas tão ingénuas quanto familiares” nada mais que isso. O pintor Tomás Cunha Ferreira é o outro co-criador destas seis canções no álbum de desabrochamento musical público dos dois artistas. Depois das letras, estranha-se a voz. Jacinto Lucas Pires não sabe cantar, o que não seria grave se não fosse incomodativo. Esse constrangimento percorre todo o disco, e mesmo as canções meio conseguidas são-no quase sempre com a abstracção que a filtragem selectiva do cérebro permite, confrontado o que está a ser cantado com o que convive à volta. Há seis temas: três maus, um meio mau e outros dois meio bons. No lote 1: “Um Bife No Chiado”, “A Rapariga da Caixa” e “Lero-Lero”; no lote 2: “Recado”; e no lote 3: “Mondriânica” e “Caído no Ringue”. São todos pop aproximadamente cantarolável, uns menos que outros, mas naqueles três primeiros é difícil tirar suco quer da estética quer da palavra, como as referências primárias e secundárias aos Pontos Negros também não valem muito. Uma canção que começa com “Não, nada disso / isso não é nada / o que ele disse é uma coisa de nada /não tem mesmo nada a ver” até podia soar bem, dá-se a dúvida, mas aqui definitivamente não. É quando se aproximam da música brasileira que conseguem as melodias mais interessantes e nisso é preciso tirar meio chapéu a “Mondriânica” e “Recado”, com valor potencial, mas onde em bruto resta apenas a força da mediocridade. No fim há “Caído no Ringue”, spoken word e saxofone free, de todos o mais valioso dos temas. Mas não há brilho que justifique o todo e a sensação que se tem é a de que Meio Disco não passa do canto de um cisne que acabou de nascer. Tiago Gonçalves, @bodyspace.net, 24/02/2009

"SIM, A MINHA FAMÍLIA É UMA CASA DE ANIMAIS", DISSE ELE.



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| | J'ADORE! cette merde.


Muito mais para ver aqui:
SITE 
BLOG 
LOJA ONLINE 
Há felinos, caninos, e grandes, também há grandes.
Há lémures, babuínos, caudas, pêlo, gnus, papa-formigas, pélés, albertos joão jardim,
porcos, porcas, pintos, marisas...

HÁ DIAS EM QUE O GUERNICA É PSICADÉLICO. HÁ DIAS EM QUE O GUERNICA BATE FORTE. É OU NÃO É?



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Versão GIF-Animado-Até-Faz-Mal À Vista de "Guernica", do famoso quadro-colagem de Pablo Picasso. Autor Desconhecido

A BELA DA PUBLICIDADE.



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Campanha Publicitária da Santa Casa da Misericórdia (Doação de Órgãos).
 Devidamente recordada pelo Melhor Amigo.

QUE DIABO #2.



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É MESMO UMA MALDITA CONSPIRAÇÃO: O MEU CARTÃO MULTIBANCO FOI PARAR À LAREIRA. ACESA.

TENHO DITO.



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Le Mépris (1963), Jean-Luc Godard

QUE DIABO.



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ANDA POR AÍ UMA CONSPIRAÇÃO GERAL CONTRA MIM: UM BANDO DE LUNÁTICOS CRÊ QUE SOU FILHA ÚNICA, MAIS COISA MENOS COISA. NÃO SEI QUANTOS SÃO, SEI QUE SABEM COISAS QUE EU NÃO SEI. EU MORDO.

HOJE SEI-ME ASSIM:



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I WANT TO HURT PEOPLE
WITH BEAUTY.
UNTIL THE DAY I DIE.

OH MY OH MY.



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«Às vezes o meu pai dá-me dez libras».

FAZ UMA ÁRVORE.



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SHE'S BECK.



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O Câmara Clara regressa com nova roupagem e os olhos do costume (a Paula Moura Pinheiro foi evidentemente desenhada por Picasso, e acerca disso não temos dúvidas). Novo cenário, novo site. Para a semana que vem (22 de Fevereiro, noite de Óscares) fala-se disto:  
 
 
SURREALISMO

CONVIDADOS: RUI-MÁRIO GONÇALVES E AIRES ALMEIDA
Cruzeiro Seixas e José-Augusto França são os últimos surrealistas representantes das duas correntes do Surrealismo que Portugal conheceu. Quando se assinalam os 20 anos da morte de Salvador Dalí, Rui-Mário Gonçalves e Aires Almeida vão levar-nos pelo que foi o Surrealismo e falar-nos da sua actualidade. Ainda e sempre. Uma emissão que lhe traz também Edgar Allan Poe e Harold Pinter, entre muitas outras coisas de que vai querer saber.

VAMOS LÁ TER CALMA MENINOS



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Caso não tenham reparado, isto é um enigma. Enigmas requerem palpites, soluções.
E não me venham dizer que não há!
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OS VOYEURS.