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Ao ritmo alucinante de:



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Gisèle Kérozène, (1989),
a premiada curta-metragem do francês Jan Kounen.

O Pombal também é um sítio com personalidade.



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Biodiversity Reclamation Suits for Urban Pigeons,
de Laurel Roth
" Fascinated with women’s traditional use of fiber-craft to provide safety and comfort, I have been crocheting small suits for urban pigeons that disguise them as extinct birds, thereby (visually) re-creating biodiversity and soothing environmental fears."

Mini Vaca.



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Mini Cow,
a nova revolução científica na luta contra
o aquecimento globale o bitoque farto* 
[ * ou o novo anúncio da Ford, pela Ogilvy Bélgica ]

Your Secret.



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"Your Secret"
um vídeo-trabalho por Jean-Sebastien Monzani,
dono de uma admirável galeria de trabalhos que vale mesmo a pena espreitar.

Do pretensiosismo, como direi?, intelectual.



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Ah, como rejubilo com isto!
 
Ela gosta muito de música, gosta de muita música, conhece muita música. Tem muitas conversas com muitas pessoas sobre música. Adora Dave Matthews Band e descobriu há pouco uma nova adoração: «Bonaiver». Ele, impávido por detrás dos óculos de sol retro, corrige-a subtilmente numa frase em que também louva, embora moderadamente, «Boniiiiverrrr». Moderadamente. Acrescenta a despropósito que uma das pessoas com quem gosta mais de falar sobre música, porque ele farta-se de falar sobre música, é, apesar das discordâncias frequentes, um tipo que ele conhece que é intelectual. Daqueles que têm blogues sobre literatura e escrevem poesia para revistas e essas cenas. Presumo que essas cenas seja pichar paredes com ditos e tiradas pós-charro, mas nunca o saberei com certeza. Uma das pessoas mais fantásticas que ele conhece. Pelo que os óculos gigantes deixam ver, já tem idade para saber que se deve desconfiar das pessoas mais fantásticas que se conhece. É capaz de ser burro. Ela não se deixa ficar e retoma o discurso no ponto em que ele a interrompera para dizer que também gosta muito de um outro projecto musical cujo nome não consegui apanhar. Ainda pensei em intrometer-me na conversa e pedir-lhe para repetir, mas não quis interferir no percurso dos meus objectos. Ele há uns dias tocou alguma coisa – também não percebi o quê – com djembês e essas cenas. Presumo que essas cenas fossem mais djembês, mas nunca o saberei com certeza. Ela estica-se, tenta mostrar uma segurança que a sua pose tensa trai a cada instante. Mas sempre mostra iniciativa. A iniciativa que matou o rato. Sim, essa mesma. Ele relaxa, afunda-se na cadeira de plástico patrocinada pela cerveja dos misóginos. Fuma e fala com uma displicência excessiva, que só não o torna risível porque ela está mortinha. Resta saber se a atitude dele resulta de sorte ou estratagema. Como é burro deve ser de sorte. Mas o que interessa são os resultados e com mais umas cantigas ela está no papo. No caminho glorioso para os registos e notariado, não há estultícia que uma pronúncia de francês exagerada não compense.
O Eduardo @ Ágrafo.

Receita para Matar um Homem.



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Receita Para Matar Um Homem.
Tomam-se umas dezenas de quilos de carne, ossos e sangue, segundo os padrões adequados. Dispõem-se harmoniosamente em cabeça, tronco e membros, recheiam-se de vísceras e de uma rede de veias e nervos, tendo o cuidado de evitar erros de fabrico que dêem pretexto ao aparecimento de fenómenos teratológicos. A cor da pele não tem importância nenhuma.
Ao produto deste trabalho melindroso dá-se o nome de Homem. Serve-se quente ou frio, conforme a latitude, a estação do ano, a idade e o temperamento. Quando se pretende lançar protótipos no mercado, infundem-se-lhes algumas qualidades que os vão distinguir do comum: coragem, inteligência, sensibilidade, carácter, amor da justiça, bondade activa, respeito pelo próximo e pelo distante. Os produtos de segunda escolha terão, em maior ou menos grau, um ou outro destes atributos positivos, a par dos opostos, em geral predominantes. Manda a modéstia não considerar viáveis os produtos integralmente positivos ou negativos. De qualquer modo, sabe-se que também nestes casos a cor da pele não tem importância nenhuma. O homem, entretanto classificado por um rótulo pessoal que o distinguirá dos seus parceiros, saídos como ele da linha de montagem, é posto a viver num edifício a que se dá, por sua vez, o nome de Sociedade. Ocupará um dos andares desse edifício, mas raramente lhe será consentido subir a escada. Descer é permitido e por vezes facilitado. Nos andares do edifício há muitas moradas, designadas umas vezes por camadas sociais, outras vezes por profissões. A circulação faz-se por canais chamados hábito, costume e preconceito. É perigoso andar contra a corrente dos canais, embora certos homens o façam durante toda a sua vida. Esses homens, em cuja massa carnal estão fundidas as qualidades que roçam a perfeição, ou que por essas qualidades optaram deliberadamente, não se distinguem pela cor da pele. Há-os brancos e negros, amarelos e pardos. São poucos os acobreados por se tratar de uma série quase extinta. O destino final do homem é, como se sabe desde o princípio do mundo, a morte. A morte, no seu momento preciso, é igual para todos. Não o que a precede imediatamente. Pode-se morrer com simplicidade, como quem adormece; pode-se morrer entre as tenazes de uma dessas doenças de que eufemisticamente se diz que “não perdoam”; pode-se morrer sob a tortura, num campo de concentração; pode-se morrer volatilizado no interior de um sol atómico; pode-se morrer ao volante de um Jaguar ou atropelado por ele; pode-se morrer de fome ou de indigestão; pode-se morrer também de um tiro de espingarda, ao fim da tarde, quando ainda há luz de dia e não se acredita que a morte esteja perto. José Saramago.

( Cessa aqui a obra de um vulto incontornável da literatura universal, autor inaugural de um modelo de escrita ímpar e sem precedentes directos, tantas vezes boicotado de forma pueril por uma geração do não-argumento, da piada fácil, do lisonjeio deslocado, que tristemente o meu âmago pessimista vaticina condenada ao fracasso - nas suas diversas vertentes, de entre elas, a moral-, e que é, afinal, a minha )

Working Hard or Hardly Working.



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Hoje, por exemplo, o estudo foi de 6 horas. Mas muito bem empregues, ó.

 
La Meglio Gioventù 
"The Best Of Youth", 2003, de Marco Tullio Giordana

Sorry mas é o caralho.



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Advertising Agency: Jung von Matt/Neckar, Stuttgart, Germany

SIX MONTHS DREAMING OF MY MISSING BIG YELLOW CAT.



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Miss You Cat.

Ignorem lá a musiqueta e atentem nos 0:56 segundos e nos que se lhes seguem.
As pessoas da minha turma que não gostam de gatos não podem ver.

DUAS COVERS ESPECTACULARES.



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Killing Me Softly - OQueStrada a cobrir Roberta Flack


 


Where Is My Mind - Noiserv a cobrir Pixies

O Pé, o Tejo.



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Cais do Gás (Cais do Sodré).

Lugar Lugares.



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Era uma vez um pequeno inferno e um pequeno paraíso, e as pessoas andavam de um lado para outro, e encontravam-nos, a eles, ao inferno a ao paraíso, e tomavam-nos como seus, e eles eram seus de verdade. As pessoas eram pequenas, mas faziam muito ruído. E diziam: é o meu inferno, é o meu paraíso. E não devemos malquerer às mitologias assim, porque são das pessoas, e neste assunto de pessoas, amá-las é que é bom. E então a gente ama as mitologias delas. A parte isso o lugar era execrável. As pessoas chiavam como ratos, e pegavam nas coisas e largavam-nas, e pegavam umas nas outras e largavam-se. Diziam: boa tarde, boa noite. E agarravam-se, e iam para a cama umas com as outras, e acordavam. Às vezes acordavam no meio da noite e agarravam-se freneticamente. Tenho medo – diziam. E depois amavam-se depressa, e lavavam-se, e diziam: boa noite, boa noite. Isto era uma parte da vida delas, e era uma das regiões (comovedoras) da sua humanidade, e o que é humano é terrível e possui uma espécie de palpitante e ambígua beleza. E então a gente ama isto, porque a gente é humana, e amar é bom, e compreender, claro, etc. E no tal lugar, de manhã, as pessoas acordavam. Bom dia, bom dia. E desatavam a correr. É o meu inferno, o meu paraíso, vai ser bom, vai ser horrível, está a crescer, faz-se homem. E a gente então comove-se, e apoia, e ama. Está mais gordo, mais magro. E o lugar começa a ser cada vez mais um lugar, com as casas de várias cores, as árvores, e as leis, e a política. Porque é preciso mudar o inferno, cheira mal, cortaram a água, as pessoas ganham pouco – e que fizeram da dignidade humana? As reivindicações são legítimas. Não queremos este inferno. Dêem-nos um pequeno paraíso humano. Bom dia, como está? Mal, obrigado. Pois eu ontem estive a falar com ela, e ela disse: sou uma mulher honesta. E eu então fui para o emprego e trabalhei, e agora tenho algum dinheiro, e vou alugar uma casa decente, e nosso filho há-de ser alguém na vida. E então a gente ama, porque isto é a verdadeira vida, palpita bestialmente ali, isto é que é a realidade, e todos juntos, e abaixo a exploração do homem pelo homem. E era intolerável. Ouvimos dizer que numa delas, o pequeno inferno começou a aumentar por dentro, e ela pôs-se silenciosa e passava os dias a olhar para as flores, até que elas secavam, e ficava somente a jarra com os caules secos e água podre. Mas o silêncio tornava-se tão impenetrável que os gritos dos outros, e a solícita ternura, e a piedade em pânico – batiam ali e resvalavam. E então a beleza florescia naquele rosto, uma beleza fria e quieta, e o rosto tinha uma luz especial que vinha de dentro como a luz do deserto, e aquilo não era humano – diziam as pessoas. Temos medo – pensavam. E o ruído delas caminhava para trás, e as casas amorteciam-se ao pé dos jardins, mas é preciso continuar a viver. E havia o progresso. Eu tenho aqui, meus senhores, uma revolução. Desejam examinar? Por este lado, se fazem favor. Aí à direita. Muito bem. Não é uma boa revolução? Bem, compreende…claro, é uma belíssima revolução. E é barata? Uma revolução barata?! Não, senhor, esta é uma verdadeira revolução. Algumas vidas, alguns sacrifícios, alguns anos, algumas. É um bocado cara. Mas de boa qualidade, isso. E o rosto que se perdera, que possivelmente caíra do corpo e rolara debaixo das mesas, o rosto? Lembras-te? Como foi que ficou assim? Não sei: tinha uma luz. Sim, lembro-me: parecia uma flor que apodrecesse friamente. Era terrível. Boa noite. E ela trazia um vestido de seda branca, e nesse dia fazia dezoito anos, e estava queimada pelo sol, e era do signo da balança, e tomou os comprimidos todos, e acabou-se. Não compreendo. E julgas tu que eu compreendo? Quem pode compreender? Ela era a própria força, aquela irradiante virtude da alegria, aquele fulgor radical…, compreendes? Sim, sim. Tinha um vestido de seda, e era nova, e então acabou-se. Para diante, para diante. Não se deve parar. Enforquem-nos, a esses malditos banqueiros. Este vai ter trinta e cinco andares, será o mais alto da cidade. Por pouco tempo, julgo eu. Como? Sim, vão construir um com trinta e seis, ali à frente. Remodelemos o ensino. Cantemos aquela canção que fala da flor da tília. Bebamos um pouco. E outro, o que viu Deus quando ia para o emprego?! Isto, imagine, às 8 h. e 45 m. de uma tranquila manhã de Março. Uma partida de Deus? Boa piada. Não amará Deus essas maliciosas surpresas? Um pequeno Deus folgazão?! Ele ficou doido. Começou a gritar e a fugir. Que Deus vinha atrás dele. E depois? Bem, lá construíram o prédio com trinta e seis andares, e o outro ficou em segundo lugar. Isto é o trabalho do homem: pedra sobre pedra. É belo. Vamos amar isto? Vamos, é humano, é do homem. E então as crianças cresceram todas e andavam de um lado para o outro, e iam fazendo pela vida – como elas próprias diziam. E então as condições sociais? Sim, melhoraram bastante. Mas uma delas começou a beber, e depois o coração estoirou, e ficou apenas para os outros uma memória incómoda. Parece que sim, que tinha demasiada imaginação, e levaram-na ao médico, e ele disse: aguente-se, e ela não se aguentou. Era uma criança. Não, não, nessa altura já tinha crescido, bebia pelo menos um litro de brandy por dia. Nada mau, para uma antiga criança. A verdade é que era uma criança, e não se aguentou quando o médico disse: aguente-se. E as ruas são tão tristes. Precisam de mais luz. Mas nesta, por exemplo, já puseram mais luz, e mesmo assim é triste. É até mais triste que as outras. Estou tão triste. Vamos para férias, para o pequeno paraíso. Contaram-me que ele tinha uma alegria tão grande que não podia aguentar um copo na mão: quebrava-o com a força dos dedos, com a grande força da sua alegria. Era uma criatura excepcional. Depois foi-se embora, e até já desconfiavam dele, e embarcou, e talvez não houvesse lugar na terra para ele. E onde está? Mas era uma alegria bárbara, uma vocação terrível. Partiu. E agora chove, e vamos para casa, e tomamos chá, e comemos aqueles bolos de que tu gostas tanto. E depois? Ele era belo e tremendo, com aquela sua alegria, e não tinha medo, e só a vibração interior da sua alegria fazia com que os copos se quebrassem entre os dedos. Foi-se embora. 
Herberto Helder 
Os Passos Em Volta 
Editora Estampa, 1963


© Claudia Rogge

Necrolatria.



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Foi muito depois dele morto que comecei a gostar de Ayrton Senna. Uma pessoa cresce.

Be Stupid. Com Orgulho.



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BE STUPID.
 É a nova, mega, genial campanha Primavera/Verão 2010 da DIESEL. Uma pomposa Ode à estupidez, que subscrevo e celebro em absoluto. Pela agência ANOMALY, de Londres. A ver na íntegra aqui (Manifesto-Vídeo incluído).  


MANIFESTO DIESEL:
(...) "Os estúpidos são os únicos que carregam o rótulo de interessante. Estúpida é a procura incessante de uma vida sem remorsos. Os espertos podem ter cérebro... mas os estúpidos têm a coragem. Os espertos podem ter os planos... mas os estúpidos têm as histórias. Os espertos podem ter a autoridade mas os estúpidos têm uma ressaca gigante para curtir. Não é inteligente correr riscos. É estúpido. Um esperto teve uma boa ideia. E essa ideia era estúpida. Ser estúpido é ser corajoso. Quando arriscamos algo, isso é estúpido. Os estúpidos não têm medo de arriscar. Porquê? Porque são estúpidos. Nós achamos que, provavelmente, também és bastante estúpido. Os espertos criticam, os estúpidos criam. Os estúpidos são os que ignoram a multidão... dos «não posso», «não devo», «não sei» e são os que se saem com qualquer coisa sagrada e completamente genuína. Talvez uma forma genuína de falhar, mas pelo menos é alguma coisa. Os estúpidos são os únicos com coragem suficiente para fazer o que alguém no seu perfeito juízo nunca o faria. Porque os estúpidos sabem que há coisas piores do que falhar... como por exemplo nem sequer tentar. Os estúpidos, são tudo o que temos. O facto é: se não tivéssemos estes pensamentos estúpidos, não teríamos de todo coisas interessantes para pensar. Sê estúpido."

Pela manhã:
Li isto. Estremunhei-me toda.



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Sententiae 

Não assentes os lábios numa ferida duvidosa.
E por mais submisso que ele seja
não ates o teu cão a um fio de seda.

Não corrijas a História com o teu juízo abstracto.
Nenhum morto voltou para acabar as palavras.
Elas saberão acabar contigo quando lá chegares.

Não tentes o perverso com outra perversidade
que não seja a tua. Nenhuma lâmina será
igual a outra lâmina. Nem nenhum cordeiro.

Não digas desta água nunca ninguém bebeu.
A água é sempre a mesma. As bocas sim
é que são diversas.

Não cuides do mercado infeccioso das almas.
A peste é infinita. Só é breve o teu tempo.

Não procures no olhar do gato a indiferença.
Passa-lhe a mão pelo pêlo e depois chora.

Não digas que o teu pai não te conhece.
Pergunta-lhe primeiro se alguma vez
se conheceu.

Não rias em frente duma máquina.
Só Deus sabe qual é o mais ridículo.

Não saias da tua casa à procura do mundo.
Ele já te conhecia e não te veio procurar.

Não dances com o Rei a pensar na Rainha.
A Corte tem ouvidos dentro do teu cérebro.

Não penses no dilúvio universal.
Pensa no teu e aprende a nadar em vão.


Armando Silva Carvalho 
in O Que Foi Passado A Limpo, 2007
Assírio & Alvim 

E não me canso de ouvir isto *.



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*Já tem um certo pó. É certo.
Mas são os Franz Ferdinand. A cobrir Britney Spears. Womanizer. Quem diria. Hein?!

Alyssa.



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Pinturas 
de Alyssa Monks.
SITE

2010.



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Link do ficheiro áudio em formato Windows Media Áudio  

"O Renato veio hoje para falar das expectativas para 2010."

All By Myself.



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( Surripiado à Menina Limão que por sua vez o surripiou às Cachopas. )
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OS VOYEURS.