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B Fachada É P'ra Meninos.



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B Fachada É P'ra Meninos. Mas tanto aqui p'rá menina também.

           




Tenho zero safadeza, faço a cama, ponho a mesa p'ra jantar.
Nunca fui de ponta-e-mola, nunca me baldei à escola p'ra passear.
Sou um puto diferente, até já li o Gil Vicente sem nunca me queixar.
Tomo conta das Irmãs e p'las manhãs sou o primeiro a acordar.

Aprendi da maneira complicada a moral aprimorada do Papá.
Sei que não posso roubar, nem a dormir nem a sonhar com as alegrias que aqui não há.
Vou tentando cuidar de entender a propriedade e porque é que há malta má.
Mas se por cada coisa boa vou ficar melhor pessoa porque não ser mau p'ra já?

Às vezes dou por mim com cada mariquice que a família põe-se logo 'abusar.
Levar com a sexta mordidela e ser bonzinho p'rá cadela já me está a chatear.
Ver a infância passar co'este medo de errar, "olha o exemplo, olhas as Irmãs".
Vem a Avó e vem a Tia; todas pregam todo o dia. Não pedi por mais Mamãs.

Porque é que o bom é melhor que o mau?
Porque é que o Mal é pior que o Bem?
Porque é que é certo ser cara-de-pau, mas está mal ser filho-da-mãe?

Porque é que o bom é melhor que o mau?
Porque é que o Mal é pior que o Bem?
Porque é que é certo ser cara-de-pau, mas está mal ser filho-da-mãe?

« Questões de Moral», B Fachada É P'ra Meninos, 2010, Mbari
 


 

Nossa Senhora da Pop | #2.



8 COMENTÁRIO(S)

Parece que está então apurado o nome para a rubrica. Depois de 8 penosos dias, e 31 espectaculares votos, ganha a eleição, com uma maioria de 38% (ui), como facilmente se constata pelo título do post, e pelo boneco acima, a Nossa Senhora da Pop.Quanto vi este resultado escabroso ocorreu-me: primeiro, bater com a palma na testa - que foi o que realmente fiz - e, depois, sabotar as votações porque eu queria mesmo era que isto se chamasse "É Bom e Eu Gosto", porque é o que isto é na verdade: aquilo de que eu gosto, porque é bom; e, se é bom, eu gosto. Mas a democracia toca a todos. E este blog pretende ser, além de altamente pretensioso, democrático. Depois de democrático, comunista, sempre que possível. Mas dispenso o pejamento do antro por cubanos licenciados a gabarem-se de que ganham todos 150€ por mês, 'tá bem?



Nossa Senhora da Pop | #1. 
Dark Dark Dark | USA
A coisa que, de longe, mais arrebatamento [ musical ] me trouxe nos últimos tempos. Poderosos, encantadores. Quando os descobri, através da Menina Limão, mal eu sonhava o que aí estava para vir, porque - devo dizer-vos, e a ti, Limão - numa escala de 0 a 5, Gosto Mais Disto do Que de Maionese [e atenção, porque eu gosto MESMO muito de maionese; maionese que é uma coisa que também joga muito bem com limão, sobretudo se montados numa costeleta (o meu irmão diz que se os meus amigos me vissem comer costeletas em Agosto, nem falavam mais comigo. Deformidade que tento compensar com rubricas de orientação musical, não vá o diabo tecê-las e calhar-me o infortúnio de ter de passar um verão vindouro a partilhar de um barbecue no parque de campismo do Pedrógão; compensemos então com música)]. A voz é, predominantemente, feminina e sofrida q.b.; consegue fazer-me lembrar, com alguma facilidade, e mais numas faixas que noutras, a da Regina Spektor. Ocasionalmente, alguns coros. Abundam os instrumentos incomuns - ou que não tão facilmente se enquadram na habitual concepção que temos de banda - piano, banjo, clarinete, violoncelo, violino, trompete, com destaque efectivo do acordeão; e, é sabido que se tem acordeão, é bem provável que eu goste; fascínio certamente legado da minha progenitora, que "ai o que eu gostava de saber tocar acordeón"; com a diferença de que o fascínio dela envolve também o contexto da romaria popular seventies/eighties, com especial enfoque na desgarrada; e, posteriormente, a cena emigrante marselhesa que, consequentemente, acarreta também o fascínio por barras de sabão estrangeiro - todo um novo mundo, "Le Petit Marseillais" ou, naquele delicioso dialecto do meu avô, "Lé Putite Marsilhé". Eu não queria dizer isto, mas acho que lá na aldeia só se soube o que era sabão quando a minha família decidiu escapulir-se p'rá França. Conservam-se sempre, é claro, alguns resistentes. Como sempre o foi a Elvira, essa tresloucada, cabelo esgadelhado, ode-mor do andrajo, falecida na semana passada, e indo a enterrar no mesmo dia em que o cão da aldeia que mais vezes lhe ferrou dente (mortes de mal partilhado, supus eu, por recordar: a dentição do canídeo - irrepreensível; o boletim de vacinas - inexistente).
Não tenho ouvido mais nada. Não contem com rubrica para a semana que vem porque, conhecendo-me como conheço, desconfio que vou ficar a ouvir isto durante, no mínimo, 1 mês; pelo que sou capaz de, no máximo, aparecer cá a contar-vos de um novo detalhe que descobri na faixa X. Entretanto, amem muito o primeiro álbum "The Snow Magic" (de 2008), o EP "Bright Bright Bright" (de 2010), e o segundo álbum, "Wild Go" (de 2010). Agora por ordem de preferência: "The Snow Magic" (de 2008), o EP "Bright Bright Bright" (de 2010), e "Wild Go" (de 2010). Ó, é a mesma.



"Junk Bones" - The Snow Magic (2008)
A minha preferida.

  

"Bright Bright Bright" - Bright Bright Bright EP (2010)
Uma para matar. Sobre tampas ou assim. E que imperdível entrada à Bernardo Sassetti.




"Wild Goose Chase"- Bright Bright Bright EP (2010)
Nem em foie gras alguma vez gostei tanto de ganso.
 

"In Your Dreams" - Wild Go (2010)
« Don't say nothing, no / I can see when you're lying. »



"Daydreaming" - Wild Go (2010)
«Oh, the unspeakble things»  



site
www.sad-music.net/darkdarkdark
www.myspace.com/darkdarkdarkband
www.lastfm.com.br/music/Dark+Dark+Dark
www.facebook.com/#!/darkdarkdark

Uma coisa em forma de assim, a título provisório.



11 COMENTÁRIO(S)
Aproveitando essa efeméride do Dia Mundial da Música, cuja celebração se reserva, precisamente, para o dia de hoje, 1 de Outubro, darei início a um novo canto no Cotonetes. Não sei como se vai chamar mas também não estou certa de que precise de um nome.
Basicamente, uma vez por semana, dar-vos-ei conta das coisas, dentro da cena musical, de que fui sabendo entretanto. Por vizinhos, comadres e compinchas.
Não prometo, pelos mais variados motivos, que o faça garantidamente uma vez por semana; Prometo-vos, no entanto, ser absolutamente sucinta e cronologicamente atrasada; justa, honesta, coerente e imparcial; deslumbrada, para mal dos meus pecados; e mal-educada, sempre que possível. Prometo-vos nunca saber ser Ípsilon.
Garanto assim, à partida, um antro pejado de indivíduos sem nome a mandar-me para sítios e situações mais ou menos interessantes. Ai, e o que eu gosto de mudar de ares, senhores.


 
Birds Are Indie | PT
É português (canta-se em inglês). São um casal, juntos há 12 anos, vindos de Coimbra e, aparte encontrar uma certa semelhança de timbres entre a voz dele e a do JP Simões, o tipo de música nada tem que ver com anteriores projectos que estamos habituados a ver sair desta cidade, que, sem pensar demasiado, facilmente conectamos ao rock'n'roll. Têm dois EP's de que podem fazer download gratuito aqui. Cá eu gosto mais deste último, "Life is Long". Estreiam-se em concerto este sábado, 2 de Outubro, às 23h na Sociedade Harmonia Eborense, em Évora. Gosto de tudo, menos do nome. 

 
DOWNLOAD - birdsareindie.bandcamp.com  
MYSPACE - www.myspace.com/birdsareindie  
FACEBOOK - Página no Facebook




Steve Lucky & The Rhumba Bums | USA
O tipo de coisa que ouço no Carnaval. Estão a ver aquelas bandas de festa, a entreter os bailaricos dos anos 20/30, lá nos Estados Unidos? É isso. Blues-Jazz do bem antiquado, feito agora. Não tem por onde enganar.
Parecem ser uns perfeitos desconhecidos. Encontrei-os por acaso, numa das emissões da Rádio3, que é bem boa; pena que se fale um inglês das cavernas que uma pessoa vê-se fodida para apanhar qualquer nome que seja: bandas, canções, álbuns. É bom e eu gosto.




 Social Studies | USA
É para ouvirem este álbum. Agora dando aquele ar de profissional, Numa escala de 0 a 5, é o tipo de álbum que classificaria de Bem Fófinho. Já aqui tinha postado esta faixa e acho que até fica muito melhor ao vivo. 
Se não comprovem. 
 
www.socialstudiesband.com 
www.lastfm.com.br/music/Social+Studies www.myspace.com/socialstudies101 








My Pet Saddle | USA
Quatro rapazitos californianos, mais uma cavalona e umas guitarras. Apareceram aí, não há muito, com um álbum de estreia chamado "Laughing at Me". A mim, pessoalmente, são capazes de me lembrar, no máximo, uns Black Lips. Enfim, é bom e eu gosto.
www.myspace.com/mypetsaddleband 
Página no Facebook









 Sex Beet | UK
Ui senhores, que barulheira desgraçada, muito inglesa, muito bem-vinda; digna da Garage do meu médico de família que, coitado, tem um filho muito dado à Hemodiálise - disse-mo no outro dia - e ao [H]Emo-Core - acabou por confessar a seguir, por entre dentes. Parece que são dois irmãos, a que se juntam, de vez em quando, mais uns gajos, está visto. É bom e eu gosto. 
 
www.myspace.com/sexbeet
www.lastfm.com.br/music/Sex+Beet  











P.S. Para a semana, espero ter-vos alinhavado um post com as coisas mais catitas de se ouvir em terras espanholas, feitas por gente espanhola. Até lá, se tiverem nomes de rubrica para opinar, sou toda olhos, sou toda ouvidos.

Título da Mensagem.



3 COMENTÁRIO(S)


We're on a road to nowhere
 We're on a road to nowhere
We're on a road to nowhere 
[ There's a city in my mind
Come along and take that ride and it's all right, baby,
it's all right ] 
We're on a road to nowhere.

Estou Muitíssimo Além.



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....Estou  
.......Além.

The Lucky Bastard I Am.



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Good times for a change 
See, the luck I've had 
Can make a good man 
Turn bad. 
"Please, Please, Please, Let Me Get What I Want" 
The Smiths.

Tied to my bed, I was younger then, I had nothing to spend.



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(Have a music bath once or twice a week.) 
THIS BLOG LADY'S CURRENT MOOD.
 

But I really don't care to know, I don't care where we go, I really couldn't say I mind.



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"Sometimes" - Beach Fossils



And if I happen to fall 
Then please don't pick me up 
Cause we're enjoying our time 
And I wouldn't want to interrupt.

Blood Buzz Ohio.



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Blood Buzz Ohio - The National
High Violet (2010)

Jesus Senhor, As Saudades que eu tinha disto.



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(é o novo álbum dos Black Rebel Motorcycle Club.)

UM ORIGINAL E UMA COVER IGUALMENTE ESPECTACULAR.



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Simon & Garfunkel.




 



 
 
The Lemonheads.

DUAS COVERS ESPECTACULARES.



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Killing Me Softly - OQueStrada a cobrir Roberta Flack


 


Where Is My Mind - Noiserv a cobrir Pixies

VII. SE ME VIRES POR AÍ.



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VII. 
Para passar o tempo, Platão decidiu divertir-se à custa da sensibilidade de certos poetas. Pois bem, o que fez Platão? Inventou o amor platónico. Depois, aborrecido com a sua própria invenção, saiu de casa e foi às putas. 

1. Caravana - Rui Manuel Amaral, Angelus Novus 
2. Se Por Acaso Me Vires Por Aí - J.P. Simões com Luana Cozetti

IV. MORE DIE OF HEARTBREAK, JÁ DIZIA O SAUL.



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Uma canção de agora dirá que as noites
esmagam o coração. 
Herberto Helder 


 
 
 

V. .

 











.  
Vida Tão Estranha 
Rodrigo Leão & Cinema Ensemble com Ana Vieira

II. When Adolfo Meets Chan's Power.



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Take a music bath once or twice a week, for a few seasons.
Oliver Wendell Holmes
 
II. 

1º Tomo. 
A tua morte é sempre nova em mim.
Não amadurece. Não tem fim.
Se ergo os olhos dum livro, de repente
tu morreste.
Acordo, e tu morreste.
Sempre, cada dia, cada instante,
a tua morte é nova em mim,
sempre impossível.


E assim, até à noite final
irás morrendo a cada instante
da vida que ficou fingindo vida.
Redescubro a tua morte como outros
redescobrem o amor,
porque em cada lugar, cada momento,
tu estás viva.
(...)

Não é tanto a saudade que dói, mas o remorso.
O remorso de todo o perdido em nossa vida,
coisas de antes e depois, coisas de nunca,
palavras mudas para sempre, um gesto
que sem remédio jamais teve destino,
o olhar que procura e nunca tem resposta.


O único presente verdadeiro é teres partido.




2º Tomo.




1. "A Tua Morte Em Mim" - Adolfo Casais Monteiro 
2. "Good Woman" - Cat Power

Hoje Sinto-me Assim:



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Blonde turns Redhead.
 
[Falling Man - Blonde Redhead]

AHHH, HOJE SINTO-ME ASSIM:



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(Suzanne Valadon, Erik Satie) ( Gymnopédie No. 1 - Erik Satie )

ELOGIO DOS CRÍTICOS
Não escolhi este tema por acaso, escolhi-o por me sentir reconhecido. Porque estou, de facto, tão reconhecido como reconhecível.
No ano passado fiz várias conferências sobre « A Inteligência e a Musicalidade nos Animais».
Hoje vou falar-vos d'«A Inteligência e a Musicalidade nos Críticos». O tema é quase o mesmo mas com modificações, bem entendido.
Amigos meus disseram-me que era um tema ingrato. Ingrato, porquê? Não há nele ingratidão nenhuma; pelo menos, eu não vejo onde nos agarrarmos para dizer isso. Vou pois fazer, sereno, o elogio dos críticos.
Não conhecemos suficientemente os críticos; ignoramos o que fizeram, o que são capazes de fazer.
Numa palavra, são tão desconhecidos como os animais, embora tenham, como eles, a sua utilidade. Sim.
Não são apenas os criadores da Arte Crítica, que é Mestra de Todas as Artes, mas os primeiros pensadores do mundo, os livres pensadores mundanos se assim podemos chamar-lhes.
De resto, foi um crítico quem posou para o Pensador de Rodin. Eu soube-o há quinze dias, o máximo três semanas, por um crítico. O que me deu prazer, muito prazer. Rodin tinha um fraco, um grande fraco pelos críticos… Os seus conselhos eram-lhe caros, muito caros, demasiado caros, acima de qualquer preço.
Há três espécies de críticos: os importantes; os que são menos; os que não são nada. As duas últimas espécies não existem: são todos importantes…

Erik Satie, in Memória de um Amnésico 
Selecção, tradução, cronologia e notas de Alberto Nunes Sampaio
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OS VOYEURS.