(...) My mother told me you'll reap what you sow
what you most want is bad for me you know
(...) Late in the morning I wake
all alone, I'm crying
crying for all of the people who love me so
but when we get sad we know where to go
what we most want is bad for us we know [ flirtation
drug use
and adultery ]
" WE TRUST é André Tentugal. O jovem realizador português (que já trabalhou com bandas como os X-Wife, Mind da Gap ou Teratron), dá espaço a uma outra faceta: a de músico.
A primeira música, "Time (Better Not Stop)", é apresentada com um vídeo realizado pelo sueco Rickard Bengtsson. Grande linha de baixo, um minimalismo com qualquer coisa de post rock e recurso a voocoder nas vocalizações são as bases de exploração de um tema que deixa muita expectativa para o disco. Podem fazer o download do single aqui emwww.wetrust.co "
Brothers The Black Keys Hippies Harlem Crazy For You Best Coast Gemini Wild Nothing
A Day In The Day Of The Days Noiserv Age of Adz Sufjan Stevens
B Fachada É Pra Meninos B Fachada Halcyon Digest Deerhunter Teen Dream Beach House
Life Is Long Birds Are Indie Dá Márcia Bright Bright Bright Dark Dark Dark Wild Go Dark Dark Dark
Guia António Zambujo LCD Soundsystem This Is Happening
Depois há sempre, é claro, aqueles que, por se terem convertido em instituição, nunca se sabe bem onde os colocar: se mais acima, se mais abaixo, se é bom, se já foi melhor, ou se, simplesmente deixá-los, como coisa à parte, num nicho de privilégio e afago, a ser só.
Parece que está então apurado o nome para a rubrica. Depois de 8 penosos dias, e 31 espectaculares votos, ganha a eleição, com uma maioria de 38% (ui), como facilmente se constata pelo título do post, e pelo boneco acima, a Nossa Senhora da Pop.Quanto vi este resultado escabroso ocorreu-me: primeiro, bater com a palma na testa - que foi o que realmente fiz - e, depois, sabotar as votações porque eu queria mesmo era que isto se chamasse "É Bom e Eu Gosto", porque é o que isto é na verdade: aquilo de que eu gosto, porque é bom; e, se é bom, eu gosto. Mas a democracia toca a todos. E este blog pretende ser, além de altamente pretensioso, democrático. Depois de democrático, comunista, sempre que possível. Mas dispenso o pejamento do antro por cubanos licenciados a gabarem-se de que ganham todos 150€ por mês, 'tá bem?
A coisa que, de longe, mais arrebatamento [ musical ] me trouxe nos últimos tempos. Poderosos, encantadores. Quando os descobri, através da Menina Limão, mal eu sonhava o que aí estava para vir, porque - devo dizer-vos,e a ti, Limão - numa escala de 0 a 5, Gosto Mais Disto do Que de Maionese [e atenção, porque eu gosto MESMO muito de maionese; maionese que é uma coisa que também joga muito bem com limão, sobretudo se montados numa costeleta (o meu irmão diz que se os meus amigos me vissem comer costeletas em Agosto, nem falavam mais comigo. Deformidade que tento compensar com rubricas de orientação musical, não vá o diabo tecê-las e calhar-me o infortúnio de ter de passar um verão vindouro a partilhar de um barbecue no parque de campismo do Pedrógão; compensemos então com música)]. A voz é, predominantemente, feminina e sofrida q.b.; consegue fazer-me lembrar, com alguma facilidade, e mais numas faixas que noutras, a da Regina Spektor. Ocasionalmente, alguns coros. Abundam os instrumentos incomuns - ou que não tão facilmente se enquadram na habitual concepção que temos de banda - piano, banjo, clarinete, violoncelo, violino, trompete, com destaque efectivo do acordeão; e, é sabido que se tem acordeão, é bem provável que eu goste; fascínio certamente legado da minha progenitora, que "ai o que eu gostava de saber tocar acordeón"; com a diferença de que o fascínio dela envolve também o contexto da romaria popular seventies/eighties, com especial enfoque na desgarrada; e, posteriormente, a cena emigrante marselhesa que, consequentemente, acarreta também o fascínio por barras de sabão estrangeiro - todo um novo mundo, "Le Petit Marseillais" ou, naquele delicioso dialecto do meu avô, "Lé Putite Marsilhé". Eu não queria dizer isto, mas acho que lá na aldeia só se soube o que era sabão quando a minha família decidiu escapulir-se p'rá França. Conservam-se sempre, é claro, alguns resistentes. Como sempre o foi a Elvira, essa tresloucada, cabelo esgadelhado, ode-mor do andrajo, falecida na semana passada, e indo a enterrar no mesmo dia em que o cão da aldeia que mais vezes lhe ferrou dente (mortes de mal partilhado, supus eu, por recordar: a dentição do canídeo - irrepreensível; o boletim de vacinas - inexistente).
Não tenho ouvido mais nada. Não contem com rubrica para a semana que vem porque, conhecendo-me como conheço, desconfio que vou ficar a ouvir isto durante, no mínimo, 1 mês; pelo que sou capaz de, no máximo, aparecer cá a contar-vos de um novo detalhe que descobri na faixa X. Entretanto, amem muito o primeiro álbum "The Snow Magic" (de 2008), o EP "Bright Bright Bright" (de 2010), e o segundo álbum, "Wild Go" (de 2010). Agora por ordem de preferência: "The Snow Magic" (de 2008), o EP "Bright Bright Bright" (de 2010), e "Wild Go" (de 2010). Ó, é a mesma.
"Junk Bones" - The Snow Magic (2008)
A minha preferida.
"Bright Bright Bright" - Bright Bright Bright EP (2010)
Uma para matar. Sobre tampas ou assim. E que imperdível entrada à Bernardo Sassetti.
"Wild Goose Chase"- Bright Bright Bright EP (2010)
Nem em foie gras alguma vez gostei tanto de ganso.
"In Your Dreams" - Wild Go (2010) « Don't say nothing, no / I can see when you're lying. »
"Daydreaming" - Wild Go (2010)
«Oh, the unspeakble things»
A minha biografia é evidentemente excepcional: Tive um Pai, uma Mãe, nasci numa Casa, fui à Escola da vila,depois do concelho, mudei de distrito para continuar.
Os meus contemporâneos alimentam
uma curiosidade fétida.