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Mercado Velho.



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Hoje vou para o mercado velho expor o meu corpo em pedaços
cada um bem identificado por uma etiqueta com nome e valor
tenho esperança de realizar uma boa transacção há tanta coisa lá
para trocar pelos pedaços ainda em bom estado deste meu corpo
inteiro não tem muita utilidade mas assim a retalho é precioso
em particular a mão direita o crânio o sexo o coração
oxalá ninguém queira comprar por atacado todos os pedaços
é que não sei onde guardei as instruções de montagem.


Carlos Alberto Machado
Talismã
 Assírio & Alvim, Lisboa, 2004
 


O meu all time favorite (até à data), aqui numa versão "audiovisionada", aliás, várias versões, que lhe fazem todo o jus.



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Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante!

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício

Não é verdade, rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola

Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come

Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora - ah, lá fora! - rir de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra



Mário Cesariny
1923-2006


Nobilíssima Visão
Mário Cesariny
Assírio & Alvim

What we most want is bad for us, we know.



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Cults | USA
OUVIR facebook | myspace | last fm











(...)
My mother told me you'll reap what you sow
what you most want is bad for me you know 


(...)
Late in the morning I wake
all alone, I'm crying
crying for all of the people who love me so
but when we get sad we know where to go
what we most want is bad for us we know

 
[ flirtation
drug use
and adultery ]

imeet Van Gogh.



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(Conversações de Domingo à tarde. Sem  a gata. Sem piercing. )


From Portugal, with love.



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" WE TRUST é André Tentugal. O jovem realizador português (que já trabalhou com bandas como os X-Wife, Mind da Gap ou Teratron), dá espaço a uma outra faceta: a de músico.

A primeira música, "Time (Better Not Stop)", é apresentada com um vídeo realizado pelo sueco Rickard Bengtsson. Grande linha de baixo, um minimalismo com qualquer coisa de post rock e recurso a voocoder nas vocalizações são as bases de exploração de um tema que deixa muita expectativa para o disco. Podem fazer o download do single aqui em www.wetrust.co "

Obsolescência Programada.



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Comprar, tirar, comprar from Dinero Libre on Vimeo.


Baterias que "morrem" com apenas 18 meses de uso, impressoras que bloqueiam ao alcançar um determinado número de impressões, lâmpadas que se fundem ao atingir mil horas… Porque é que será que, apesar dos avanços tecnológicos, os produtos de consumo tendem a durar cada vez menos?

Filmado na Catalunha, França, Alemanha, EUA e Gana, o documentário "Comprar, descartar, comprar" faz uma viagem através da história de uma prática empresarial que consiste na redução deliberada da vida útil de um produto para incrementar o seu consumo pois, como foi publicado em 1928 numa revista de publicidade dos EUA, "um produto que não se gasta é uma tragédia para os negócios".

O documentário, dirigido por Cosima Dannoritzer e co-produzido pela TVE espanhola, é o resultado de 3 anos de pesquisa. Fazendo uso de imagens de arquivo pouco conhecidas, fornece provas documentadas e mostra as desastrosas consequências ambientais provocadas por esta prática. Apresenta ainda vários exemplos do espírito de resistência que está a crescer entre os consumidores e a análise e opinião de economistas, designers e intelectuais que propõem alternativas para salvar a economia e o ambiente.


Uma lâmpada na origem da obsolescência programada
Tomas Edison fez a sua 1ª lâmpada em 1881. Durava 1500 horas. Em 1911, um anúncio na imprensa espanhola destacou os benefícios de uma marca de lâmpadas com um certificado de duração de 2500 horas.

Contudo, tal como é revelado no documentário, em 1924 um cartazque reuniu os principais fabricantes na Europa e nos EUA negociou de forma a limitar a vida útil de uma lâmpada eléctrica para 1000 horas.

O cartel foi chamado de "Phoebus" e oficialmente nunca existiu, mas em "Comprar, descartar, comprar" é mostrado este ponto de partida da obsolescência programada, que hoje é aplicada em produtos electrónicos de última geração, como impressoras e iPods, ou na indústria têxtil.


Consumidores rebeldes na era da Internet
Através da história da obsolescência programada, o documentário descreve o percurso da economia nos últimos cem anos e mostra um facto interessante: a mudança de atitude dos consumidores, através do uso das redes sociais e da Internet. Os casos dos irmãos Neistat, do programador de computador Vitaly Kiselev e do catalão Marcos López demonstram isto.


África, o aterro electrónico dos países desenvolvidos
Como vemos nesta pesquisa, países como o Gana estão a tornar-se a lixeira electrónica dos países desenvolvidos. Periodicamente, centenas de contentores chegam cheios de resíduos com o rótulo de “materiais em segunda mão” para, eventualmente, serem despejados em rios ou campos onde crianças brincam...

Além da denúncia, o documentário dá visibilidade aos empresários que implementam novos modelos de negócio e ouve as alternativas propostas, como por exemplo a de Serge Latouche, que fala sobre a importância de se empreender a revolução do “decrescimento”, ou seja, a redução do consumo e da produção de forma a economizar tempo e desenvolver outras formas de riqueza, como a amizade ou o conhecimento, que não se esgotam ao serem usados.

Come.



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To Iceland.



To Barça.


O mundo está perdido, todo perdidinho.



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E por falar em Tumblrs, e em Hipstermania...




Know who Arcade Fire Is Or Hipsters Will Kill You!

You Taste Like A Song.



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The Extraordinary Ordinary Life Of José Gonzàlez
The film revolves around the life and mind of musician José González. Using congenial methods; video diary, surveillance camera, concert footage, tour documentation and animation,
directors Mikel Cee Karlsson and Fredrik Egerstrand give form to something as elusive as the creative process of one of Sweden’s finest – and most secretive – musicians.

In the film we follow José González through intimate and unique scenes shot during work with the long-awaited second album “In our nature”. In his studio, at home and on tour. Through a diary, based on personal voice recordings we follow his everyday reflections. Thoughts on the photons way from the sun to our eyes, Darwinism, the struggle to write songs. The film gives us an exclusive insight into the, at many times, lonely creative process and of one persons attempt to manage and understand his own existence. The film was shot over a three year period on location in Sweden, Japan, Singapore, United States, South Africa, England, Chile and Argentina.

Director’s Comment
/ There is something absurd, fascinating and beautiful in our attempts to find meaning in our existence. With The Extraordinary ordinary life of José González we wanted to give form to the personal artistic process. How personal reflection and everyday fragments of life shapes our input and output /

Do fascínio.



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- Ainda não percebi porque é que as tampas de esgoto desta cidade têm buraquinhos.
Não é muito agradável passar por cima delas. 
- Ó, é para os cagalhões respirarem. Os cagalhões também são pessoas. 
- ( ... )
- Quê? Nunca viste cagalhões que também são pessoas?

Influencers.



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Gostar de Labreguitos #2.



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ERRAND GIRL.
Harlan T. Bobo
My errand girl gets nothing done.
She takes all day to get a wash and out from the sun.
She takes my coins to boy downtown.
My errand girl thinks love's a waste.







MLLE. CHATTE.
Harlan T. Bobo
Elle a un chat 
(She has a cat)
J'aime le chat 
(I like the cat)
Je voudrais bien promener ce chat pour un promenade au parq
(I like very much to take the cat for a walk in the park)
Mademoiselle Chatte
(Miss Cat)




VIA um baú de segredos chamado: Eu Não Vou Ler Mais


Madame Bovary #6



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( Dedicatória )

Eu, a Ana e o JP
dedicamos esta música à Madame.




Jean-Luc Godard & Anna Karina, 20 Ans Depuis.
(Procurei por isto durante 1000 anos, no mínimo!)



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Li acerca desta, como direi?, situação, pela primeira - e única - vez, numa daquelas pequenas edições que habitualmente acompanham as Colecções de filmes que volta e meia o Público decide lançar. Dessa feita, a colecção fazia-se intitular de algo como - perdoem-me a imprecisão, mas não a tenho aqui à mão para consulta - "Grandes Realizadores" e o livro que descrevia o incidente abaixo mencionado era  o que estava dedicado a Jean-Luc Godard (e respectiva obra, pois claro), e que acompanhava o DVD de Bande À Part, à venda nessa sexta-feira, com o jornal, por mais meia dúzia de trocos. À parte a narração contida nesse livro, e por mais que o tenha tentado, nunca consegui, à posteriori, encontrar relatos da situação, fosse onde fosse. Tal era a escassez de informação - menos que nada é, muitas vezes, impossível - que cheguei a pensar não se passar de uma cena off the record e/ou, muito provavelmente, um mero mito que circulava pelo meio. Mas não, eis a prova (~ 5:18", vídeo não visível através de leitores de feeds, como o Google Reader) : 








In an interview done decades after their 1967 divorce, in the midst of talking about their collaborations in the 1960’s that helped define the New Wave movement, the interviewer suddenly asked them (05:18"):
“Can one be happy again after having such an intense relationship?” 
In a rough translation, Anna Karina responds: “Yes, one can be happy, but in a different way.”
Godard essentially responds “No, I believe one can be much happier.” 
Anna Karina begins to tear up and excuses herself from the interview.


Anna Karina et Jean-Luc Godard se retrouvent sur le plateau de "Bains de Minuit" vingt ans après leur séparation. Au début de l'entretien, Anna est très gênée.Puis ils évoquent l'époque où ils travaillaient ensemble. Anna Karina, très émue, quitte finalement le plateau en plein interview. Jean-Luc Godard, gêné, finit en disant qu'il ne pleurera pas sur le plateau. L'entretien reprend ensuite, comme si rien ne s'était passé. Anna Karina parle de son dernier film "Cayenne Palace", d'Alain Maline et du prochain : "L'oeuvre au Noir", d'André Delvaux.


* * *

Numa entrevista feita décadas depois do seu divócio, em 1967, a meio de uma conversa acerca das colaborações que tiveram durante a década de 60, as quais ajudaram a definir o movimento Nouvelle Vague, o entrevistador pergunta-lhes (5:18"): "Pode alguém voltar a ser feliz depois de uma relação tão intensa?""Sim, pode ser-se feliz, mas de um modo diferente". Godard basicamente responde "Não, eu acredito que pode ser-se bastante mais feliz". Anna Karina começa  a chorar e pede desculpas enquanto abandona a entrevista. Numa tradução aproximada, Anna Karina responde:

Anna Karina e Jean-Luc Godard reencontram-se na plateia de "Bains de Minuit",  20 anos após a sua separação. No início da entrevista, Anna mostra-se bastante deconfortável. Depois, evocam-se os tempos em que os dois trabalharam em conjunto. Anna Karina, visivelmente emocionada, acaba por deixar o estúdio em plena entrevista. Jean-Luc Godard, embaraçado, acaba por dizer que não chorará perante uma plateia. A entrevista retoma rapidamente, como se nada se tivesse passado. Anna Karina fala do seu mais recente filme, "Cayenne Palace", d'Alain Maline e do proximo "L'Oeuvre Au Noir", dAndré Delvaux.




Se preferirem, também aqui, numa versão encurtada e legendada em italiano. 


I want the world to stop.



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.
I
WANT THE

WORLD TO STOP.





(Canção adorável, vídeo insuportável.)
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OS VOYEURS.