AS COISAS QUE EU IDOLATRO. POR CÁ. AS CAIXAS DE SURPRESA. NOSSAS.



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quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga, deixa-o pagar ANTÓNIO VARIAÇÕES
verdes anos
CARLOS PAREDES como tudo o que se promete nesta vida, chiclete TAXI
mais vale nunca GNR
DAVID FONSECA: rocket man
kiss me oh kiss me

AS COISAS QUE NUNCA HEI-DE PERCEBER.



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Publicidades a pensos higiénicos. Foleiro, foleiro, foleiro. Está uma pessoa no supermercado e pensa "Opah levo estes que sempre estão em promoção. Espera lá.. mas nestes nunca vi niguém despejar sumo de laranja. Levo antes estes que pelo que vejo na tê-vê deixam toda a gente muito mais feliz.". Feliz com a minha dor de rins, feliz com a minha enxaqueca, feliz com as paredes do meu útero a desfazer-se. Mas feliz. E depois vestem-se sempre de branco, que é pra ser ainda mais irritante. Então este aqui parece a nova versão da Aldeia da Roupa Branca que mete ao barulho um penso higiénico gigante:
ver o making-of do anúncio, saído directamente do canal da EVAX no Youtube, também é muito giro:

AS COISAS QUE EU NÃO SEI.



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Acabo de ver a Reportagem Especial SIC/Expresso de hoje que abordou os primeiros piratas informáticos nacionais em finais da década de 80/inícios de 90 - "hackers" pioneiros. Na altura eram cerca de 20 adolescentes que entre si compartilhavam informações através de servidores que eles próprios criavam, numa altura em que computadores eram ainda anómala ocupação e rara aquisição, algo que acabou por lhes valer uma detenção pela PJ.
De entre eles conta-se - e daqui o meu espanto - Filipe Melo, o pianista de jazz e cineasta que encabeçou um bando de monstros (enquanto actor) e foi o escritor e produtor de I'll See You In My Dreams (2003), o primeiro filme zombie português, peça de culto da cinefilia portuguesa - com certeza - e ibérica - talvez - com que certamente já se terão deparado numa ocasional passagem pela RTP 2, tal e qual o que aconteceu comigo (é aquele em que a São José Correia grita que nem desalmada perante os zombies ahah - o estrelato nacional é algum). Além disso é o realizador de Um Mundo Catita (2007), a mini-série que leva até ao ecrã o carismático Manuel João Vieira, com quem o realizador tem tido oportunidade de privar. É, actualmente, com 31 anos, um dos mais bem colocados músicos e professor de jazz, muito graças a uma detenção da PJ quando tinha apenas 14, e que o fez repensar qual o futuro que queria para si.still de I'LL SEE YOU IN MY DREAMS. still de UM MUNDO CATITA. Ainda na mesma reportagem surge um dos criadores do servidor SAPO e o primeiro detido por pirataria de Internet, um estudante universitário de informática, agora com 23 anos, responsável pela criação da rede de compartilhamento B-Tuga.
O SITE DE FILIPE MELO I'LL SEE YOU IN MY DREAMS - [1] [2] [trailer]
(Post Scriptum - Assim que a reportagem estiver disponível online coloco-a aqui, embutida ou em link)

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1925-2008



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Há dias foi Richard Wright (Pink Floyd). Agora é chegada a vez de Paul Newman. Já dizia o Alvim que quando morre um famoso, morrem mais dois ou três. Eu continuo a crer que é coisa do Outono.

DE ABRAÇAR NUVENS, CAEM-ME PUNHAIS NAS COSTAS



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"O neo-marxismo-leninismo"



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LER NO SOUND+VISION

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O neurologista francês Duchenne de Boulogne com um paciente.

A VERDADE



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Não sei o que hei-de pensar do novo programa da Teresa Guilherme. Ou melhor, sei. É que aquela primeira frase ficava bem mas era só mesmo se ficasse isolada. Mas isso era se eu não tivesse nada que pensar acerca do grande Momento da Verdade. Ora, uma vez que aquilo é coisa para nos bombardear - a nós, indefesos humanos, alvo fácil de uma televisão manipuladora [principalmente se o telecomando está estragado!] - com toda uma quantidade de informação verdadeiramente imprescindível à minha conduta e formação cívica não posso ter nada que pensar. Tendo em conta que a SIC tem gabado sobejamente o facto de o programa ser um formato de concepção e produção inteira e exclusivamente nacional, algo me leva a pensar que, de facto, um programa de dizquedisse puro como é este não poderia nunca resultar melhor num país que não o nosso, tão habituado a mexericos de cabelereiro, tasca ou café, de tal maneira que agora os pode ter semanalmente na tê-vê, num canal que até é público. Palmas! "Olha, tão o teu vizinho dizque dá o cu e oito tostões por cinquenta mil contos". Pois. Mais português só mesmo o Magalhães.
Entretanto, a verdade verdadeira é que estou a meio de uma overdose Cronenberg, e que há efectivamente qualquer coisa a escorrer-me da boca.
[P.S. é apaziguante começar um post em Terese Guilherme e terminá-lo em Cronenberg e perceber epah nah thank god isto nunca havia de resultar nem mesmo sendo ela a casamenteira e blah blah, nah definitely. Oh, que caralho]

IMPIEDADE & COISAS MÁS



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Acho de uma tremenda indelicadeza ver a Júlia Pinheiro e o Goucha a apresentar a Gala de Ficção Nacional da TVI, eles que até têm o seu programa diário. Toda a gente sabe que as repetitivas galas da estação, motivadas por tudo e por nada (sobretudo pela última) só servem para dar á Marisa Cruz um emprego extra aos 5 minutos semanais do EuroMilhões. O Goucha nem tem crianças pequenas para criar!

I'M BECK



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Que é como quem diz : estou de volta. E Beck acompanha-me. Beleza e Crime, Culpa Moderna, Peixe:Avião, Fado Toninho também. Se não vejam o link abaixo: MY MIND IS NOT RIGHT.

ONDA CHOQUE



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De Cristian Nemescu - o jovem realizador romeno falecido em 2006, vítima de um acidente de viação - estamos mais familiarizados com California Dreamin', sua única longa metragem, a datar de 2007. Sim, 2007: Nemescu encontrava-se na fase de pós-produção do filme quando faleceu, tarefa que acabou por não ser concluída por si não se chegando a saber qual seria exactamente o resultado final com Nemescu aos comandos. Talvez por isso se lhe possa denotar uma montagem um tanto ou quanto invulgar tal como um eventuak maior burburinho em torno do filme, não se podendo ainda assim - e isso seria mitificar e simultaneamente ridicularizar - apontar a morte do cineasta como o único factor que levou a crítica a aclamá-lo (prémio especial em Cannes) e o tal burburinho a gerar-se. É certo que más notícias correm mais depressa e que em certa medida o trágico desfecho do seu autor terá contribuído para uma mais rápida divulgação d0 filme. Mas California Dreamin' tem por si só atributos suficientes para ser um grande filme sem necessitar de factores exteriores a impulsionar a sua assunção a quaisquer pódios. Nemescu coloca-se assim ao lado de uma série de outros jovens realizadores da Roménia responsáveis pela onda de Novo Cinema Romeno. Primeiro, em 2005, Cristi Puiu traz-nos 'A Morte do Senhor Lazarescu' - fabuloso a cada instante; no ano seguinte surge Corneliu Porumboiu com 'A Foust Sau n-a Fost?' que aqui se conhece por 'A Este de Bucareste', deixando uma dúvida no ar: existiu ou não uma revolução na Roménia? Revolução no verdadeiro sentido da palavra? Existiu, mas alguma coisa mudou realmente? A dúvida surge no filme e fica no ar tão-somente como reflexo do que realmente se passa com a sociedade romena, não fosse a função social uma das principais do Cinema; em 2007, a afirmação total com '4 meses, 3 semanas e 2 dias' de Cristian Mungiu, um quase desconhecido que deslumbrou Cannes com uma história de acompanha duas jovens e um aborto clandestino, arrecadando assim a Palma de Ouro para melhor filme. Dada a tenríssima idade com que Cristian Nemescu veio a perder a vida (tinha 27 anos), o seu percurso enquanto cineasta não lhe permitiu ter o tempo suficiente para que muito mais que o tal California Dreamin' se viesse a concretizar. No entanto, depois de três ou quatro curtas metragens, em 2006 Nemescu realiza 'Marilena de la P7', uma média-metragem com cerca de 45 minutos. A P7 é uma estrada de bairro; Marilena (Madalina Ghitescu), é, digamos, uma puta que dá choques. Além disso, atrai as atenções da criançada masculina do bairro, nomeadamente de Andrei (Gabriel Huian), a chegar à puberdade e a despertar para uma sexualidade que anseia ensaiar em Marilena, a sua predilecta de todo o leque de má-vida a proliferar pela P7. Tal a ânsia que um dia o leva a roubar, primeiro, dinheiro aos pais - puta é paga, pois claro - e depois a encabeçar o assalto ao autocarro que diariamente circula no problemático bairro em que vivem - Marilena tem preferência por clientela com viatura própria, grandes viaturas se puder ser. Para o fim? Choque. Então e nem dizes se gostas ou não? Da fotografia, do argumento, da banda sonora? Do elenco e dos trajes à rameira mais o cabelo laranja de Sô Dona Marilena? Não gostasse eu e nem estava aqui a falar disto. NA ÍNTEGRA E LEGENDADO EM INGLÊS AQUI.
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OS VOYEURS.