EXPLODED VIEW.



0 COMENTÁRIO(S)
by LUCYANDBART

SKIN PROBE DRESSES



0 COMENTÁRIO(S)
by Lucy McRae

AHAH



2 COMENTÁRIO(S)
Eu, por acaso, já desconfiava que a Islândia estava na falência porque bastava ver como a Bjork andava vestida.
assina, O Mal

FOTO DO DIA



0 COMENTÁRIO(S)
16-10-2008 10:56:00
A careta de McCain
O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, reage com esta careta a uma hesitação sua na altura de abandonar o palco, depois de apertar a mão ao seu rival democrata, Barack Obama, no final do terceiro e último debate presidencial antes das eleiçoes de 4 de Novembro, na Universidade Hofstra, em Hempstead, Nova Iorque. Foto: Jim Bourg/Reuters, in Publico

"A VERDADEIRA BIOGRAFIA"



0 COMENTÁRIO(S)
A minha biografia é evidentemente excepcional. Tive um Pai uma Mãe nasci numa Casa fui à Escola da vila depois do concelho. Mudei de distrito para continuar e o caminho da instrução concretizou-se na Faculdade de Belas Artes. Da infância passada em plena Natureza lembro a beleza das estações do ano os rituais católicos uma criada preferida o instante em que aprendi a ler. Chegou a adolescência e com ela a certeza Quero ser professora de Desenho. Suponho que a Biblioteca me salvou do desastre interior. Tinha dezassete anos e requisitei "Uma Época No Inferno" de um rapazito chamado Jean-Arthur Rimbaud. Na Biblioteca o empregado olhava-me sempre com reserva. Eu estudava o quê? Um dia livros de medicina outro dia de poesia. Então a ciência é poética? A entrada na vida adulta aliada à independência e ao amor: O meu país sofreu uma revolução. A democracia não honrou ainda a sua palavra. Cumpro deveres e não posso usufruir de direitos proporcionais. Eu e alguns milhares neste sentimental canto europeu sob um regime semiditatorial contribuo para a sopa e os vícios de alguns milhares de parasitas. Mudando de assunto a pátria é grande e a família também. Para mim já passou o meio século. Já foi o Pai a Mãe e o Irmão mais velho. Estou por cá à espera certamente. Não é provável que me entregue. Conheci o galinheiro do confessionário ajoelhei-me diante do altar da virgem. Apaixonei-me. Também recebi um terço de prata no dia da comunhão solene. E na hora exacta o óleo perfumado do crisma. Sempre que vou a uma missa de corpo presente lá está o mesmo altar com a deslumbrante virgem. Entretenho-me a recordar que já tive quinze anos e também adorei. Depois a Páscoa a soturna via sacra onde sofria pela minha dor e as beatas exibiam lágrimas como dádiva pelo calvário a que Jesus foi sacrificado. Jesus era belo na sua passividade. Os longos cabelos o olhar suplicante as pernas o tronco liso o ventre. Por fim a entrega. Braços abertos para o bem e para o mal. Agora neste dois mil e seis trata-se de insistir. Já é tarde para quase tudo. Os meus contemporâneos alimentam uma curiosidade fétida. A obra é minha. Faço o que quero. Escondo rasgo mostro transformo entrego ao crematório deixo aos herdeiros ao vaticano não deixo. Nunca esmolei. Não fui pobre Mas os sinais da exclusão o ódio é tão luminoso que seria patético psicotisante até não articular sequer estes versos antes da eutanásia. Isabel de Sá
Isabel de Sá, por Graça Martins

GOMORRA.



0 COMENTÁRIO(S)
PARA QUEM ACHA QUE OS FILMES DE MAFIOSOS É QUE SÃO FIXES: "O clã Casalesi, da camorra napolitana afirmou hoje que conta que o jornalista Roberto Saviano, que escreveu o romance "Gomorra", esteja morto ainda antes do Natal. "Gomorra", adaptado ao cinema e premiado em Cannes, expõe a máfia napolitana e os seus negócios e clãs. O autor está desde 2006 em parte incerta, protegido pela polícia. Segundo o jornal italiano "La Repubblica", a ameaça foi expressa num depoimento feito à polícia por um elemento da família Casalesi, onde foi dito que "até Dezembro o célebre escritor e toda a sua escolta estará morta. O livro fez demasiado barulho". Saviano responde: "O que é que posso fazer. Já não me resta nada a não ser resistir, resistir, resistir." O livro de Roberto Saviano vendeu 12 milhões de exemplares e o filme adaptado, "Gomorra", está nomeado para os Óscares. Os Casalesi são o clã mais violento da camorra napolitana." & AINDA esta. EU ACHO QUE SÃO FIXES. E, NUMA PRIMEIRA IMPRESSÃO, CONSIGO ATÉ ACHAR CÓMICA A NOTÍCIA, A PONTO DE IMAGINÁ-LA RECRIADA NUM SKETCH HUMORÍSTICO. MAS SE CALHAR É MELHOR NÃO, EU ATÉ GOSTO DO NATAL. É TÃO... COLORIDO.

"CAPITÃES DO ASFALTO"



0 COMENTÁRIO(S)
Cidade de Deus, Fernando Meirelles
I.
Deixo a mira incerta desta pistola soprar balas entre os deslizes húmidos das horas, golpes de tinta azul e os passos em volta de um cinzeiro, rotunda imensa para a ébria verve destas palavras que em vão tentamos esconder da morte. Amanhã já terão sido desviadas pelo bom senso – essa mão suspeita –, nem as virgulas terão o mesmo impacto, mas por agora pouco importa, sejamos ridículos, digo eu. Vamos enquanto é madrugada, vamos por trás de uns óculos de sol e com o capuz sobre a cabeça, numa deambulação rente às coisas, riscando carros de alta cilindrada, mijando a fachada dos edifícios e anotando com latas de spray a desilusão desta arquitectura. As minhas pedras acerto-as na montra das lojas, das agências bancárias, no rosa choque dos painéis publicitários e de todo este vazio importado. Não quero mais nada. E tu, diz-me, quais são os alvos das tuas pedras? II. O sentido da vida nunca jogou à apanhada connosco, nem sequer à bola. Nunca nos fintou no meio campo nem nos fez uma rata ou marcou um golo de cabeça. Não passa de uma estratégia sórdida, franchising de dias e semanas a coçar os colhões do medo. Outra promoção pague um leve dois para vender de atacado corações de pechisbeque, fabricados em taiwan e traficados pela américa com código de barras e garantia de dois anos. III. Longe ainda deste tipo de ciladas há as pedras loucas no peito e nos bolsos dos putos lá em baixo, capitães do asfalto que entretêm as ruas dos nossos poemas. Interrompem o trânsito e restabelecem ao mundo uma certa ordem – a infância vem primeiro. Chutam a bola em todas as direcções, até que fure ou saia disparada bem alto ficando retida nalgum telhado ou entrando veloz, estilhaçando a janela de alguém. E enquanto os pais não tiverem dinheiro para os trancar distraídos em casa, no pátio mandam eles. Pequenos vândalos a pisarem-te as flores, a apedrejarem-te os candeeiros e a mergulharem-te mais fundo nas tuas noites, na angústia órfã desses versos levados pela orelha, fechados de castigo nesse quarto ou chorando depois de uma boa tareia. Diogo Vaz Pinto

A SANTA IGNORÂNCIA.



0 COMENTÁRIO(S)
ele não sabia que era impossível.
foi lá e fez.

COMEÇA(M) HOJE.



0 COMENTÁRIO(S)
- FOTO DO DIA #1. - ABERTURA DA FEIRA DO LIVRO DE FRANKFURT.
Nem tudo é crise...
foto AP/ Michael Probts - in VISÃO

Abre as portas esta terça-feira a Feira do Livro de Frankfurt, o maior certame mundial do género.Nos vários pavilhões, que ocupam uma área de 172 mil metros quadrados, o equivalente a quase 30 campos de futebol, estarão 7500 expositores de mais de 100 países.

NÃO SE BRINCA COM A COMIDA #3.



0 COMENTÁRIO(S)
por Dan Alexandru

A Faca Não Corta o Fogo.



0 COMENTÁRIO(S)
na morte de Mário Cesariny
corpos visíveis, nobilíssimos, inseparável luz que move as coisas, ter um inferno à mão seja qual for a língua, toda a água é inocente e escoa-se entre as unhas, à porta do forno crematório alguém lhe toca, vai lá, vai que te acolham, brilha, brilha muito, brilha tanto /quanto não possas, brilha acima, faz brilhar a mão que melhor redemoinha, a mão mais inundada, e ele entra sem esperança nenhuma, só na última linha quando o coração rebenta, reconhece quem o olha
____________________
(...) Ouvi dizer que os mortos respiram com luzes transformadas. Que têm os olhos cegos como sangue. Este corria, assombrado. Os mortos devem ser puros. Ouvi dizer que respiram. Correm pelo orvalho dentro, e depois estendem-se. Ajudam os vivos. São doces equivalências, luzes, ideias puras. Vejo que a morte é como romper uma palavra e passar — a morte é passar, como rompendo uma palavra, através da porta, para uma nova palavra. E vejo o mesmo ritmo geral. Como morte e ressurreição através das portas de outros corpos. Como uma qualidade ardente de uma coisa para outra coisa, como os dedos passam fogo à criação inteira, e o pensamento pára e escurece — como no meio do orvalho o amor é total. Havia um homem que ficou deitado com uma flecha na fantasia. A sua água era antiga. Estava tão morto que vivia unicamente. Dentro dele batiam as portas, e ele corria pelas portas dentro, de dia, de noite. Passava para todos os corpos. Como em alegria, batia nos olhos das ervas que fixam estas coisas puras. Renascia. Herberto Helder, in A Faca Não Corta o Fogo (súmula & inédita)", 2008, Assírio & Alvim
porque é raridade cobiçada, mais excertos aqui.

A MENSAGEM.



0 COMENTÁRIO(S)
Emoções a mais para um dia só. Depois da MMS contendo uma conhecida em trajes e poses menos próprias, evidenciando um exibicionismo de que já ninguém duvidava, eis que chega aos escaparates esta coisa que ainda estou capaz de decifrar. Jeezas. "Sou h 42a tou detido. Es mulher adulta e decidida queres fazer com teu cao mas nao sabes como? Ajuda-me e eu ensino-te. 918564237"
newer post older post

OS VOYEURS.