GLORIOUS IMAGE MIX COOKED WITH CHAOS & FASCINATION #2



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Também já tenho idade para querer ter uma churrasqueira nas traseiras - há crises destas. Chamei uns trolhas, gente boa, muito boa - tudo amigos imaginários - e fiz um ANEXO, extensão programada da casa:
 
A Grande Enxurrada:
Recolecção Caótica de Vislumbramentos Pictóricos:

GLORIOUS IMAGE MIXES COOKED WITH CHAOS & FASCINATION 

Tem o primeiro nome que me veio à cabeça o que significa que está sujeito a câmbio iminente, com aviso posterior. A contar a partir de agora, em: 

DUCK MY SICK

SEM TÍTULO.



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HAIRHATS 

TRANSACÇÃO.



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aconteceu-me uma coisa que não quero contar
disse ele, mas em compensação vou-te contar
uma coisa que não me aconteceu. mas disse eu
porque é que não queres contar a coisa que
te aconteceu. se eu contasse a coisa que me
aconteceu tu não acreditavas disse ele. e tu então contas o que não te aconteceu para eu
acreditar que te aconteceu disse eu. eu não
conto para tu acreditares mas para eu acreditar disse ele. então não acreditas no que te aconteceu disse eu. como tu não acreditas
disse ele eu começo a duvidar. e se eu acreditar na coisa que não te aconteceu disse eu
tu acreditas que te aconteceu. acredito que
tu acreditas que aconteceu disse ele. e por que é que que tu precisas que eu acredite para tu acreditares disse eu. eu não preciso que tu acredites para eu acreditar disse ele
eu só preciso que tu acredites. que eu acredite em quê disse eu. no que eu contar disse
ele. mas o que tu vais contar não aconteceu
disse eu. como é que tu sabes disse ele. porque tu disseste disse eu. ah ah então tu acreditas no que eu digo disse ele triunfante. 
Alberto Pimenta
 Obra Quase Incompleta
 Fenda, 1990

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GLORIOUS IMAGE MIX COOKED WITH CHAOS & FASCINATION #1



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TODAY I'M GONNA MARRY JASON.



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Marry Me (2008),
de Michelle Lehman.

OOH-LA-LA



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That's right: 
Cat Power will tour with Juliette Lewis 
this summer.

Ce petit coup au coeur quand la lumière s'éteint et que le film commence.



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O exercício proposto ao espectador em Chacun Son Cinema parece passar pela tentativa de desvendar ao longo da visualização de cada retalho desta manta quem será o seu autor, cujo nome na maior parte das vezes irá surgir apenas no final. Nos dois primeiros retalhos mais ao meu agrado parece curiosamente existir um cerne inspiracional comum - que é Godard: deslumbrou-me com inusitismo a curta de Gonzalez Inãrritu (que não reconheci a não ser ter estranhado a semelhança dos olhos da protagonista com os olhos de Gael Garcia Bernal, habitué dos filmes de Iñarritu, algo que tomei até certa altura como mera coincidência) - neste há Le Mepris; e deslumbrou-me igualmente a forma engenhosa como Atom Egoyan adiciona ou mescla a Vivre Sa Vie novas ficções suas, que depois inteligentemente monta como um puzzle. Gus Van Sant parece continuar a não querer afastar-se da adolescência ao passo que Jane Campion nos dá a conhecer uma bizarra mulher-insecto.
Com Occupations, Lars Von Trier cria o momento alto e absolutamente imperdível do filme e enche-me os olhos com uma violência que dada a situação chego a achar deliciosa (aos fala-barato em salas de cinema é ou não é espetar-lhe com uma martelo na cabeça?) e que chego a pensar vir de Cronenberg. Mas não.
Cronenberg chegará mais adiante com aquele que considero o segundo momento mais alto, interpretrando ele próprio o papel d'O Último Judeu Do Mundo Na Última Sala de Cinema Do Mundo, revelando o seu ponto de vista em relação ao futuro do cinema - a total descrença. Mais que isso, um desespero. Do lado dos positivo-irónicos surgem Bille Auguste com um divertido Last Dating Show, Walter Salles com uma paródia musical em torno do próprio Festival de Cannes (cujo 60º aniversário motiva a existência de Chacun Son Cinema) e por fim Ken Loach satiriza com um pai e respectivo filho que, indecisos acerca do filme que querem ver (se uma comédia ou um com muita acção), optam afinal pelo jogo de futebol, no estádio já ali ao lado.
E Lynch? Lynch fez realmente uma curta que acabou por ficar fora do naipe mas que o youtube gentilmente hospedou. Chama-se Absurda. A esta reconhecer-lhe-ia certeira e rapidamente a paternalidade - não há como enganar. 

ÀS 19H, NA ANTENA 3.



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Hoje, na mítica Prova Oral do famigerado Fernando Alvim, uma inédita e exclusiva entrevista ao icónico Senhor João Que Diz Adeus no Saldanha.

POR FALAR NELES.



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* Gonçalo Waddington num corredor dos estúdios, possuído pelo espírito de António Variações.


*Apanhados RTP2


* Cristiano Ronaldo Solidário

OS ÓSCARES PATROCINADOS PELA REVISTA SOCIALIGHT



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Nunca me tinha imaginado a dizer isto, mas a cerimónia de ontem dos Globos de Ouro foi bem bonita. O Nuno Lopes é mesmo mesmo mesmo do género espectacular e ainda nem lhe actualizaram a ficha no IMDB (talvez porque ofereceu o globo ao António Feio?). Os nomeados na categoria de melhor actor de cinema: Gonçalo Waddington, Ivo Canelas, Filipe Duarte e evidentemente Nuno Lopes - venha o diabo e escolha, que a mim e especialmente neste caso se me afigura um caso bicudíssimo. Manoel de Oliveira discursou mas ninguém parece ter-se interessado muito com isso pelo mundo do youtube, onde tentei desesperadamente ver repetido o discurso e ouvir outra vez que "a gente quer é trabalhar" mas, mui grande infortúnio, só encontrei excertos onde entre a Luciana Abreu ou outras abanadoras de anca - tudo gente abaixo dos 80. 
Na realidade, quando se anunciou que a próxima actuação musical seria de Paul Pots, assim dito e ouvido rapidamente, esperei ver em palco - se bem que um pouco fora de época - nada mais nada menos que a Popota. Ela realmente não apareceu e assim, o meu pai vendo a actuação teceu o seguinte comentário "Parece um porquinho".
Se quiserem ler um belo texto subordinado ao tema visitem esta casa aqui, que, segundo a opinião de dedicados entendidos, será o melhor blogue português. A propósito do patrocinador nº1 deste evento, lembrei-me que se disse um dia assim "Quem vê CARAS não vê corações". Pois parece-me evidente que se devia usar este slogan no próximo anúncio da revista e quiçá, não com necessidade de muita sorte ou cegueira, ninguém repararia que não era esta a frase promocional politicamente mais correcta, não obstante a revista continuar a sair que nem pastéis de nata. Who Cares? E a Bárbara vestida de Óscar?

ISTO É MESMO MUITO BOM!



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OS VOYEURS.