J. MAYER H. #2



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DANFOSS UNIVERSE EXTENSION [2007] Food Factory and Curiosity Center LOCAL: Nordborg, Dinamarca POR: J. Mayer H. SITE

DEAR VAMPIRE,



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TELL ME WHY ARE YOU ALWAYS THE SEXIEST DEALING THE BLOOD.
happy halloween!

RESPIRAR DEBAIXO D'ÁGUA #1



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RESPIRAR DEBAIXO D'ÁGUA NOS ANOS 30
1938 Underwater Photography by Bruce Mozertom

DIZQUE É HOJE



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COISAS MUITA GIRAS.



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Gira gira é a página do colectivo de designers TI:ME:CO:DE : toda vintage e recortada, toda feita para ser passeada. *.*

CONVERSA SOLTA.



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Foto de Gonçalo Rosa da Silva Texto de Sara Belo Luís IN visão, 24 outubro 2008

Com a quinta edição de O Arquipélago da Insónia (Publicações Dom Quixote) a chegar às livrarias, António Lobo Antunes, 66 anos, recebeu no ateliê onde escreve o «leitor» Gonçalo M. Tavares, 38 anos. Não se conheciam pessoalmente, mas acederam ao convite. Falar sobre literatura, deixando-se ouvir pela VISÃO. Deste encontro há-de resultar, dentro de dias, uma apresentação pública da nova obra por Rui Cardoso Martins e Gonçalo M. Tavares, assim o quis o próprio Lobo Antunes. Conversa solta à volta dos livros com a voz (quase) muda de uma jornalista em corpo presente.

ANTÓNIO LOBO ANTUNES: No princípio, fazia muitos planos, mas agora quando escrevo não tenho nada, absolutamente nada. As coisas aparecem-me e, quando está a correr bem, a mão fica feliz.

GONÇALO M. TAVARES: O que eu sinto é que há duas fases: essa fase do prazer e, depois, a fase dolorosa, que para mim significa sofrimento puro.

ALA: A parte das correcções é horrível. Eu corto, corto, corto… É como ser professor de português e ter que corrigir os pontos dos alunos. E, ainda por cima, pontos maus, porque as primeiras versões são de facto muito distantes daquilo que imaginávamos que o livro seria. Como aproximar tudo aquilo? Só através de correcções, correcções, correcções.

GMT: O António costuma cortar?

ALA: Eu sou mais de cortar. O Eça acrescentava e o Proust também, mas os escritores que cortam são mais frequentes do que aqueles que acrescentam.

GMT: Já era assim, nos primeiros livros?

ALA: Sempre fui assim. Andei um ano com o primeiro capítulo da Memória de Elefante. Estive agora a ver, nos manuscritos que lá tenho, a quantidade de livros que nunca foram adiante, falsas partidas. Mas depois de ter visto as várias versões da Guerra e Paz e, que se saiba, há 14 versões de A Morte de Ivan Ilitch… O Manuel da Fonseca estava sempre a dizer que ser espontâneo dá muito trabalho.

GMT: São necessárias cem versões para parecer que se escreve à primeira, não é? De qualquer modo, eu acho que há um momento a partir do qual se piora. Balzac falava muito nisso. Tira ponto, mete vírgula e, a certa altura, é preciso ir ao caixote do lixo à procura da primeira versão.

ALA: Aconteceu-me quando a Isabel [a filha mais nova] era pequenina. Estava de férias no Algarve, deitei tudo fora e, no dia seguinte, fui ao lixo procurar as folhas rasgadas no meio das cascas e da gordura. Naquela altura, deitava-me com o livro, sonhava com ele e, agora já não. Dantes também fazia planos.

GMT: O Arquipélago da Insónia não é nada de planos. O que me parece é que este livro clarifica a coisa, torna os outros mais claros. Como se os livros anteriores fossem uma floresta na qual, de vez em quando, vemos O Arquipélago da Insónia. Agora, sinto que chegámos a uma clareira e que é preciso um novo leitor. Aqui não se pode sair da frase que se está a ler. E isso é absolutamente novo.

ALA: O ponto é esse. As palavras são aquelas e não podem ser outras.

GMT: Muitas pessoas podem sentir dificuldade em ler porque há uma necessidade de referência.

(As pessoas procuram uma narrativa.)

GMT: Mas aqui nunca precisamos de pensar o que é que aconteceu, o que é que vai acontecer.

ALA: Não acho que os meus livros sejam difíceis, para mim são tão fáceis...

GMT: São fáceis e muito divertidos. Eu ri-me às gargalhadas.

ALA: Também dizem que os livros são tristes, mas o que é importante é o prazer da leitura. Não há nada melhor do que ler um livro. As obras de arte são como os tigres, não se devoram entre elas. Encontrar alguém com talento é uma felicidade, encontrar um livro bom é uma festa, uma alegria.

GMT: Gostava de contar uma história. Quando tinha 20 anos, enviei-lhe um manuscrito de um romance. Não se deve recordar, mas falou comigo ao telefone. Nessa altura, eu assinava com outro nome: Gonçalo Albuquerque Tavares.

ALA: Gonçalo Albuquerque Tavares. Lembro-me perfeitamente.

GMT: E gostou muito do livro. Recordo-me de terminar o telefonema a dizer: «Você é um escritor, não precisa de mim para nada, este livro está pronto para publicar, avance.» Quando desligámos, fiz um sapateado de alegria. Nunca cheguei a publicar esse livro, mas lembro-me da sua atenção e da sua disponibilidade para falar. Aos 20 anos, isso foi muito importante para mim.

ALA: Está a fazer de mim um velho.

GMT: Não… E acho que, apesar do seu conselho, fiz muito bem em só publicar aos 31 anos.

ALA: Lembro-me de falar à editora de um rapaz com uma grande margem de progressão, que era o que me interessava. Percebe-se que se trabalha… Quem quer escrever tem que escrever todos os dias. Porque este é um trabalho de disciplina. Claro que existe o talento. García Márquez, que é um grande narrador, dizia que o talento é como um berlinde na mão: ou se tem ou não se tem. Estava na América quando morreu o Paul Newman e, numa entrevista de arquivo, ouvi-o falar das pessoas que tinham talento natural e não trabalhavam.

GMT: A mim irrita-me o desperdício de tempo. Às vezes, apetece-me bater em algumas pessoas que tiveram a possibilidade de ler e não leram.

ALA: Não lê todos os dias como eu leio?

GMT: Leio todos os dias. Há dias perguntaram-me entre ler e escrever…

ALA: Ler dá mais prazer.

GMT: É uma necessidade brutal. O que sinto é que, por vezes, as pessoas desperdiçam dez anos sem dirigir o seu tempo. Há um enorme descontrolo do tempo.

ALA: É como aquelas pessoas que escrevem o primeiro livro aos 50 anos. Não se começa a escrever aos 50, escrever é algo que se constrói desde que se nasce. Desde que me conheço que sou assim.

(E publicar, é importante?)

ALA: Claro que sim. Vamos aprendendo com os livros publicados. Até porque eles estão dentro de nós.

(No caso do Gonçalo foi diferente, escreveu dezenas de livros que não publicou logo.)

GMT: Praticamente todos os que saíram até agora.

ALA: Não tentou sequer publicá-los?

GMT: Não. Para mim, era muito claro que a publicação, a partir de certa altura, seria uma coisa ruidosa.

ALA: Quem é que pensa que o pôs na Mondadori [editora espanhola, pertencente à Random House]? O Cláudio López é muito bom editor…

GMT: O Cláudio López percebe de literatura. Lê…

ALA: Que é uma coisa que os editores não fazem em Portugal.

GMT: Então, foi o António que me levou para a Mondadori…

ALA: Sim, não pense que foi a sua agente [risos].

GMT: Há coincidências engraçadas.

ALA: Não sabia?

GMT: Não, não sabia. Mas agradeço.

ALA: Eu é que tenho que lhe agradecer por escrever. Já há muito tempo que o Günter Grass tem direito de veto sobre os livros que a sua editora publica. Aquilo deve dar um trabalhão. Não tenho tempo para ler tudo, prefiro ler os livros de que gosto. Por exemplo, se eu alguma vez lia os 400 e tal originais candidatos ao Prémio Leya…

GMT: Isso é horrível.

ALA: Além disso, o prémio é estúpido. Um prémio só internacionaliza um autor quando, no passado, foi dado a outros autores importantes. Nunca concorri a um prémio. Nunca. Deus me livre. Também não lhes queria dar o prazer de não mo darem. Um escritor não concorre a prémios, a não ser que esteja à rasca. Já concorreu?

GMT: Já.

ALA: Porquê?

GMT: Porque estava à rasca.

ALA: De dinheiro?

(O dinheiro também é importante.)

GMT: É muito importante. O tempo está ligado ao dinheiro. Quando me deram o Prémio Portugal Telecom, perguntaram-me o que é que ia fazer com o dinheiro. Eu respondi que ia comprar tempo.

ALA: Devia ter dito que ia comprar um [bolo] económico e uma carcaça. Ninguém pergunta a um banqueiro o que é que ele faz ao dinheiro, mas perguntam-no a um escritor como se nós fôssemos mendigos. Parece uma tia minha que, quando dava uma esmola, dizia: «Agora não gaste tudo em vinho.»

GMT: Uma pessoa é convidada para falar meia hora e, em Portugal, isto é visto como se…

(Como se não valesse nada.)

GMT: Há uma desvalorização da palavra. E sobretudo da palavra oral.

ALA: Na Alemanha, tudo isso é pago. Aqui, à excepção dos amigos, não falo de borla para ninguém. Nem pensar. E a quantidade de vezes que me pedem para «escrever qualquer coisa»? Escreva aí qualquer coisa, umas palavrinhas para um livro meu, umas palavrinhas para aqui e para acolá.

GMT: É engraçado isso de escrever num instante. Vamos imaginar que se escreve um texto em 20 minutos. A questão é que não são apenas aqueles 20 minutos, a questão é: quem é que paga os 40 anos que a pessoa esteve a ler?

ALA: Exactamente o que aconteceu com o Picasso quando lhe perguntaram quanto tempo é que ele demorava a pintar um quadro. E ele respondeu: o tempo que demorei a pintá-lo mais todos os anos da minha vida.

GMT: Há um chupismo, um vampirismo horrível. Para os outros, parece sempre que é fácil.

ALA: As crónicas que escrevo para a VISÃO não dão trabalho nenhum, mas perco sempre um dia. E, depois, como é voltar ao ritmo do livro? E não se trata apenas de pagar aqueles textos, que são piscinas para crianças, têm sempre pé e água a dar pela cintura.

GMT: A certa altura não é o tempo que se demora a fazer... Mas voltando ao livro, penso que este livro precisa de dois tipos de leituras: uma leitura de uma certa velocidade que apanhará determinado ritmo e, por outro lado, uma leitura lenta através da qual conseguimos obter o prazer da frase. E isto é muito raro. Há livros que devem ser lidos rapidamente…

ALA: Por exemplo?

GMT: Os autores mais narrativos.

(García Márquez, por exemplo.)

GMT: Sim, não vejo que seja preciso parar numa frase de García Márquez para contemplar. Acho que isso acontece com os autores mais narrativos que põem as pessoas vidradas em acontecimentos sucessivos. A leva a B, B leva a C.

ALA: Aquilo a que Bourgois [Christian Bourgois, editor francês recentemente falecido] chamava a prosa «pas trop naturaliste». García Márquez é um admirável contador de histórias, mas o Steiner [o ensaísta George Steiner] tem razão quando diz que Simenon é o melhor.

GMT: Ele coloca-o como um dos grandes escritores…

ALA: E é um grande escritor. Gide, que normalmente tinha um gosto muito seguro, tinha um grande apreço por Simenon. E eu também tenho.

GMT: Mas o que eu acho interessante neste livro é que, se o lermos lentamente, vamos ter o prazer local do verso. Esta frase, por exemplo, é muito elucidativa para onde está a caminhar: «De maneira que fico aqui à espera porque com um bocadinho de sorte pode ser que alguma coisa aconteça.» É como se as palavras estivessem à procura dos acontecimentos.

ALA: Exactamente. Não sei como escreve, mas eu escrevo à mão…

GMT: A computador e, às vezes, à mão.

ALA: Chego a estar duas horas à espera que aquilo venha.

GMT: Noto que o movimento da escrita, mesmo corporalmente, alimenta mais escrita.

ALA: Ele pode dar a entrevista sozinho, está a dizer tudo.

GMT: A sensação que tenho é que, neste livro, o que verdadeiramente interessa são as relações. O Arquipélago da Insónia tem pai, tem mãe e tem memória. E isto basta. É brutal.

ALA: Achou-o brutal?

GMT: A brutalidade tem mais a ver com a mistura entre animais, homens e objectos. A certa altura, há muito mais humanidade num animal. É quase apocalíptico porque o homem não se distingue de toda a porcaria.

ALA: Acho que não é possível julgarmos os nossos próprios livros, mas também lhe digo que este livro foi escrito em circunstâncias muito especiais. Antes e depois da doença.

GMT: Outra frase: «Alguém que não conheço a perfumar os baús no andar de cima de um andar que não há.» Só faltava acrescentar: fazer algo que não sei o que era. Alguém que não sei quem é, a fazer alguma coisa que não sabe o que é, num sítio que não se sabe qual é. Aqui, não há mais nada para além da frase.

ALA: Tudo o que ele diz é importante e, por isso, eu só faço apartes. Num dos seus livros, Beckett escreve que «o que escrevo passa-se agora».

GMT: Em Malone está a Morrer, Beckett diz que a personagem ora se chama Joana, Antónia ou Maria. E, de facto, dar um nome a uma personagem tem um grau de arbitrariedade enorme. Aqui também existe a ideia de uma língua individual, da inteligência da linguagem.

ALA: Já várias vezes disse que o importante é que o livro seja inteligente, não o autor.

GMT: Os verbos que não estão são os que não fazem falta. Lembro-me de uma discussão com um revisor por causa de uma elisão. Mas para quê? Estar lá era apenas uma forma de mostrar que eu sabia que o correcto era estar. Não acrescentava nada.

ALA: O Gonçalo dispensa-me de abrir a boca. Estou de acordo com tudo aquilo que ele diz. E ele tem uma capacidade de leitura muito maior que a minha.

(É um bom leitor.)

ALA: Muito melhor leitor que eu.

GMT: Quase que podíamos fazer uma antologia poética do livro. É verdade que nas obras de Hemingway, por exemplo, nunca há uma frase disparatada. Mas não há frases de impacto como estas.

ALA: Hemingway é um escritor de que vamos aprendendo a gostar. Aos 20 anos, gostava. Aos 30, detestava e, agora, gosto outro vez. Uma vez em conversa com o meu agente americano disse-lhe que achava os diálogos de Hemingway muito naturais. E ele então desafiou-me a lê-lo em voz alta. É verdade que, lido em voz alta, ninguém fala assim, mas lido com os olhos toda a gente fala assim. Flaubert também lia os livros em voz alta. E eu também faço isso: leio em voz alta e com voz de desenho animado. Se a palavra não resiste, deito fora.

GMT: Há ainda a questão da violência, que foi trabalhada por escritoras como a Flannery O'Connor, por exemplo. Outra frase brutal: «Podia matá-los a ambos com a caçadeira do meu avô sem que o Deus deles se indignasse.» Acha que é preciso manter a elegância mesmo quando se corta a cabeça?

ALA: Nunca pensei nisso. Sou capaz de falar sobre os livros dos outros, sou capaz de dar uma conferência sobre a Flannery O'Connor ou sobre a Emily Brontë, mas não sou capaz de falar sobre estes livros. Tenho a sensação de que, se os compreender, mato a galinha dos ovos de ouro. Tenho medo de perder qualquer coisa. Não sei se lhe acontece o mesmo...

GMT: Até mesmo como leitor, não me interessam os livros em que percebo tudo. É exactamente isso: escrever sem saber para onde é que se está a ir.

ALA: O completo imprevisto com que, a cada passo, nos defrontamos. Como se fosse um organismo vivo independente de nós, com leis próprias. E temos que escrever para ser os melhores, temos que ter a certeza que somos os melhores. Um escritor não é bom escritor se não pensar que é o melhor. Se não for para ser o melhor, não vale a pena escrever. E depois acabamos como o Tolstoi no seu diário: lutei toda a vida para ser melhor que Shakespeare. E sou. E agora?

GMT: A megalomania é uma metodologia.

ALA: Precisa de estar seguro de que é um génio. Não vou deixar que um livro me vença, não vou deixar vencer-me por um livro. Julgo que não há nenhum artista verdadeiro que não pense nisto, mesmo os falsamente modestos como Tchekhov, um escritor que admiro profundamente.

GMT: O que me parece é que é fácil fazer coisas aos 38 anos. O difícil é continuar, continuar, continuar... Porque está tudo lá fora. Há raparigas bonitas a passar e nós sentamo-nos a escrever.

ALA: Às vezes sento-me contrariado, não me apetece. Mas obrigo-me e, às nove da manhã, cá estou eu.

GMT: A parte mais difícil é mesmo sentarmo-nos.

ALA: E resistir às tentações.

RELÓGIO BRAILE.



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O designer norte-americano David Chavez criou o primeiro relógio braille, equipado de um sistema mecânico que faz com que os característico pontinhos nele incorporados se movam consoante as horas. Antes desta invenção apenas existiam os convencionais relógios de pulso cujos ponteiros eram permitidos de ser tocados. Não é propriamente o mais belo relógio já visto, no entanto não me parece que essa seja uma questão para a qual os seus utilizadores escoem as suas preocupações...

É O SEGUINTE:



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Este, para contrariar muitos outros paridos por aí em catadupa e ordenada ascendência conforme o fluir dos anos, é capaz de ter a sua utilidade. Nem que seja servir de pretexto para eu deixar aqui o mui amável SALAD FINGERS!
SALAD FINGERS - EPISODE 1 * de DAVID FIRTH música de BOARDS OF CANADA
THE MILKMAN * de DAVID FIRTH música de APHEX TWIN
* OU era suposto isto ser uma coisa bonita, não? _______________________ A 28 de Outubro de 1892 Émile Reynaud fez a projecção de um teatro óptico no parisiense Museu Grevin, exibindo primordialmente o que então se designaria de "desenhos animados". Mais informo que as personagens acima apresentadas e outros mais habitam anarquicamente e engendram elaboradas chacinas numa saborosa tarte de gordura, que, trocando por miúdos, é o site de David Firth. Um gigante "obrigada" à Sabrina que há uns tempos me apresentou estas maravilhas através do seu mui estimado CZARADOX.

CANDEEIROS CRIATIVOS.



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Nome: Duck Lamp Designer: Sebastian Errazuriz Não está à venda. Nome:The Light Drop Designer: o brasileiro Rafael Morgan a luz surge da 'água' pingada pelas torneiras, que é nada mais nada menos que uma lâmpada. Nome: Mr. P ou One Man Shy Lamp Sim, o interruptor on/off é mesmo a pilinha. O senão fica-se pelo preço - a partir de 99 dólares aqui. Nome: Titanic Lamp Designer: Charles Trevelyan ...o nome revela as inspirações do autor. Disponível para venda em Viable. Nome: Coin Lamp Designer: Jethro Macey A Coin Lamp requer que se insira uma moeda para que a luz acenda. Eu diria que o sistema é ideal para pensões.

HÁ 10 ANOS.



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2.outubro.1925 - 26.outubro.1998

"Baixo a vidraça mas, ouvindo através dela a balbúrdia da rua, preparo-me para uma noite difícil. Enquanto não adormecer vou pensar certamente no tema «Toda a festa é uma demonstração de poder», e daí sairá um caudal de lembranças nocturnas – Regedor, política, cosmonautas, amor, coisas boas. De raciocínio em raciocínio irei longe, darei voltas para chegar a casa do Engenheiro conquistada pelas lagartixas, que são para mim, o tempo (português) da História. Ficarei um instante parado, à sombra. Descerei o vale por cima de uma cama de fetos, aproximando-me em sonhos da lagoa, com as suas águas tristes, sua solidão, seus segredos... até que ao primeiro tiro da madrugada se levantarão os patos de asa crespa numa esfera de som e de poalha de luz."

JOSÉ CARDOSO PIRES, in O Delfim, 15.ª edição, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1997

JOSÉ CARDOSO PIRES é o pretexto-maior do Câmara Clara de hoje, numa emissão que contará, de entre outros, com o cineasta Fernando Lopes, que levou até aos ecrãs a obra da qual transcrevo acima um excerto - O Delfim.

J. MAYER H. #1



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DUPLI CASA [2005]
LOCAL: Ludwigsburg, junto ao rio Neckar, Sudoeste da Alemanha POR: Jürgen Mayer H., fundador e director da equipa J. Mayer H. Architekten, em Berlim. SITE

EYESCAPES.



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O fotógrafo Rankin seleccionou uma série de fotos macro de olhos humanos reveladoras de uma complexidade orgânica que regra geral acaba por passar despercebida.

"Como sobreviver ao "indie chic" e voltar a amar o cinema independente?"



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Texto de Ann Hornaday Exclusivo PÚBLICO/"Washington Post" Tradução: Rui Brazuna
Já vimos este filme antes? Cena de abertura: o quarto de um adolescente. As paredes estão forradas com "posters" de bandas de culto. A banda sonora toca um tema na berra. Os créditos correm como se alguém os desenhasse num bloco de notas, numa letra nervosa e animada. A intriga tem a ver com uma qualquer disfunção familiar, transgressão social ou autodescoberta adolescente. Se bem que chegue a uma conclusão, que pode ser sombriamente divertida ou apenas sombria - muitas vezes através de uma louca viagem de carro, onde ocorrem epifanias -, os protagonistas ultrapassam-se uns aos outros com referências da cultura pop que ou estão na moda ou são obscuras. Chamemos-lhe "Haverá Telefones-Hambúrger": mais de 20 anos depois do cinema independente americano ter entrado numa idade de ouro, aquilo que começou como uma ardente resposta a Hollywood e aos seus géneros dominantes tornou-se também num género. E como todos os géneros, a estética independente está cheia dos seus clichés, figuras de estilo gastas que afundam o mais previsível filme de acção ou a mais banal comédia romântica.

Família disfuncional? Experimentem "Rachel Getting Married" [Jonathan Demme]. Adolescente isolado? Aí está "Donnie Darko" [Richard Kelly]. Tabus sexuais? Referências elaboradas à história da pop e humor sardónico? Eis "Rushmore" [Wes Anderson]! Uma banda sonora que não pode estar mais na moda? Oiçam a de "Garden State" [Zach Braff], vai mudar a vossa vida. Um dominante tom de distanciamento irónico: a ironia está para o cinema independente como o cavalo está para o "western" e a rua banhada por chuva para o filme negro.

A seu crédito, "Nick and Norah's Infinite Playlist" [Peter Sollett] - o mais recente exemplo do cinema independente da moda - é leve em termos de ironia. As audiências que foram seduzidas por este romance adolescente que tem como protagonistas Michael Cera e Kat Dennings (interpretam namorados obcecados por música) podem ter tido uma sensação de "déjà vu" ao verem a fauna da cena musical. Temos os créditos em letra tremida, a banda sonora dominada por bandas alternativas como Band of Horses, Devendra Banhart e Vampire Weekend, e o velho Yugo amarelo de Nick. Será que o Yugo é o telefone-hambúrger deste ano? O telefone-hambúrger foi um indicador definitivo do cinema "indie" em "Juno" [Jason Reitman], o êxito inesperado de 2007, uma elaboração sobre os temas e figuras de estilo do "indie". Escrito por uma antiga "stripper", apresentava todos os clichés do cinema independente: - Tema tabu? Gravidez adolescente. - Jovem protagonista peculiar? Uma heroína adolescente, sábia e de língua afiada. - Músicas na moda? A banda sonora pela banda de culto Moldy Peaches. - Referências obscuras à pop? Uma interminável barragem de meta-referências, que vão de velhos filmes de série B e televisão ("Suspiria," "Thundercats") a bebidas e pastilhas para o mau hálito. As multidões que tornaram "Juno" num sucesso viram-no como algo de novo e fresco, até mesmo os seus estilizados diálogos. Mas quem tenha visto anteriormente "Heathers" [Michael Lehmann], "Ghost World" [Terry Zwigoff] e "Garden State" decerto ficou com a sensação que já tinha dado para aquele peditório.

E depois de "Pulp Fiction"...

Os filmes independentes costumavam ser coisa para cinéfilos, para os frequentadores de festivais que riam das piadas de caserna, que apreciavam os seus parcos meios de produção e aplaudiam a sua ousadia formal. Tudo mudou em 1994, quando "Pulp Fiction", que custou 8 milhões de dólares, ultrapassou os 100 milhões de receitas só nos EUA. Desde então, filmes de "pequeno orçamento" têm sido produzidos incessantemente por companhias ligadas aos grandes estúdios e por jovens cineastas ambiciosos em busca de uma carreira de sucesso em Hollywood. Quando Diablo Cody, a argumentista de "Juno", ganhou este ano o Óscar, ficou claro que os princípios que tinham tornado os filmes independentes tão atraentes revelavam ser maneirismos cínicos: a espontaneidade tornou-se estudada; a intimidade preciosa; a ousadia passou a ser o seu próprio valor de choque; o que era pessoal ficou superficial e solipsista; e o desejo de desafiar a narrativa linear transmutou-se em algo de incoerente e pretensioso.

Com o crescimento de "nomes" sinónimos de cinema "indie", como o Festival de Sundance e a companhia Miramax, e com Hollywood a abraçar os tiques deste tipo de filmes, o termo "independente" perdeu significado, tornou-se tanto ferramenta de marketing como declaração artística. Subitamente parecia que as salas eram inundadas por cópias de "Pulp Fiction", e semana sim semana não as edições da revista "Entertainment Weekly" davam destaque a histórias sobre cineastas que financiavam as suas obras com os cartões de crédito das mães. "Slacker" deu origem a "Clerks" [Kevin Smith], que por sua vez originou "Swingers" [Doug Liman] e dúzias mais. O cinema recente está cheio de árvores genealógicas cinematográficas. "Uma Família à Beira de Um Ataque de Nervos", sobre uma família com problemas que faz uma viagem de carro para que a sua filha de 7 anos participe num concurso de beleza, é parecido com "The Daytrippers", a deliciosa comédia de Greg Mottola, realizada uma década antes, sobre uma família que discute muito e que fica presa num carro em Nova Iorque. Tinha também traços de "Thumbsucker" [Mike Mills], "Donnie Darko", "Flirting with Disaster" [David O. Russell] e de "Welcome to the Dollhouse", o muito imitado filme de Todd Solondz.

Ou tomemos como exemplo o recente "Baghead" de Jay e Mark Duplass. Esta comédia de horror contemporânea tem uma clara dívida para com "O Projecto Blair Witch", o filme faça-você-mesmo de 1999 que com o seu falso elenco amador e o seu irrequieto trabalho de câmara deu novo fôlego ao falso documentário que foi desenvolvido até à perfeição cómica por Christopher Guest.

Personagens que não vimos antes

Será que os filmes independentes podem ser salvos? Sim, mas só se fizermos a pergunta de modo diferente. É altura de deixar de falar sobre orçamentos, sobre "vanguarda" e biografias de cineastas - talvez mesmo o termo "indie" deva ser banido - e em vez disso redescobrir valores como a inteligência, verdade emocional, peso moral e comedimento, que serão algo de duradouro muito depois de os temas recorrentes do "indie-chic" e o hermetismo arrogante se terem completamente gasto. Por esse padrão é claro que as novas vozes e visões estão ainda a aparecer através dos meios tradicionais da imaginação financeira e sucesso saído do nada. Filmes recentes como "Old Joy" [Kelly Reichardt], "The Savages" [Tamara Jenkins], "Half Nelson" [Ryan Fleck] e "Lars and the Real Girl" [Craig Gillespie] provam que nas mãos de cineastas seguros até temas comuns no cinema independente podem resultar em algo convincente.

Alguns dos melhores filmes deste ano têm sido independentes, no sentido mais clássico da palavra. "Frozen River" [de Courtney Hunt; passa-se numa reserva mohawk, na fronteira entre EUA e Canadá, onde duas mães solteiras são obrigadas a fazer contrabando], "Chop Shop" [de Ramin Bahrani: a vida de rua de um órfão latino, em Queens, Nova Iorque] e "The Visitor" (de Tom McCarthy, o realizador de "The Station Agent's") cada um deles conta uma história bem construída sobre personagens que nunca vimos anteriormente, de modo simples e espontâneo. Outra marca brilhante no horizonte é "Wellness", de Jake Mahaffy, que quase ainda não foi visto no circuito dos festivais, mas que faz virar cabeças onde quer que passe. O perturbante, mas bem desenvolvido drama de Mahaffy sobre um caixeiro viajante na Pennsylvania sugere o aparecimento de um novo género: o neo-realismo americano pós-industrial.

Ou consideremos ainda o intenso drama sobre a guerra do Iraque "The Hurt Locker", de Kathryn Bigelow, o drama político "Nothing but the Truth", de Rod Lurie, "Che", o épico de Soderbergh, e "Sugar" do casal responsável por "Half-Nelson" Anna Boden e Ryan Fleck [a história de um jogador da República Dominicana que, inspirado pelo filme "Campo de Sonhos", quer jogar no campeonato americano] foram todos produzidos fora dos grandes estúdios. Ou "Medicine for Melancholy", de Barry Jenkins: este sereno romance cómico sobre um casal afro-americano em São Francisco podia ser acusado de sucumbir aos perigos do cinema independente, se não os tivesse ultrapassado de forma inteligente virando do avesso os pressupostos sobre raça e a segregação da cultura pop.

Em termos de financiamento, antecedentes e visão, estes filmes não podiam ser mais independentes. Mas nenhum deles está preocupado em estar na crista da onda ou em ser inovador; em vez disso, tal como exortava Tchekhov, preocupam-se simplesmente com "aquilo que flui livremente do coração". Sem maneirismos, artifícios ou gestos que reclamam atenção, fazem algo de radical. Contam bem as suas histórias e de forma simples. Sai da frente, cinema "indie": a velha escola do classicismo pode estar de regresso.

AL BERTO, SEGUNDO AS OBJECTIVAS



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Sines, c.1985



As 3 anteriores em 1996, por Luísa Ferreira



Vês no espelho o homem
Cuja solidão atravessou quase cinco décadas e
Está agora ali a olhar-te - queixando-se da tosse
Da dor de dentes e do golpe que a lâmina fez
Num deslize
perto
da asa do nariz.

AL BERTO




ÍPSILON.



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A norte-americana Nan Goldin passeia-se por Lisboa a propósito de uma exposição em Alcoitão e do DocLisboa 2008 uma vez que é parte integrante do júri da mostra, belo pretexto esse para ser entrevistada para a edição do Ípsilon de hoje. A entrevista é de Kathleen Gomes e está na íntegra aqui.

DE NOVO OS MUSICAIS.



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Steven Soderbergh [Sexo, Mentiras e Vídeo; Traffic; trilogia Ocean's] está a projectar um musical rock que recriará a vida da rainha egípcia Cleópatra a se interpretada por Catherine Zeta-Jones. Consta ainda que escolheu a actriz porno Sasha Grey, de 20 anos, como protagonista do seu próximo filme "The Girlfriend Experience", uma produção de baixo custo que relata a história de uma prostituta de luxo. Shasha entrou na indústria porno aos 18 anos e mostra-se um confessa fã do cinema Soderbergh, apontando ainda Godard ou Bertolluci como os seus directores favoritos.

WEIRDOS.



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Realmente estes tipos, mesmo em vídeo, são muito... muito... Eu ainda não percebi se o que eles fazem em palco são ataques epilépticos, coisas satânicas, rituais voodoo, efeitos de narcóticos ou mesclas entre as hipóteses. Não sei mesmo.
LUCKY DRAGONS live @ The Smell

PARA NÃO ESQUECER.



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Num não-qualquer dia de Março de '79 Jamie Livingstone registou duas amigas com uma Polaroid, e fez dessa a foto do dia. Achou por bem fazê-lo diariamente daí em diante, registando o que melhor entendesse, até ao morrer, em 1997, por obra de coisas cancerígenas, faz hoje 11 anos.
Os muitos registos fotográficos desses seus dias são públicos e estão aqui. E mais nenhum dia foi um qualquer.31-MAR-79 A PRIMEIRA
20-OCT-79
25-OCT-97 A ÚLTIMA.

PARA QUEM GOSTA DE VANS



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DEPOIS DO VESTIDO MONDRIAN, DE YVES SAINT-LAURENT,
CHEGAM AS NOVAS VANS, MONDRIAN STYLE.
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O ARQUIVO.

OS VOYEURS.