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O QUE JÁ SABÍAMOS.



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Sex, Lies And... Photoshop. Para ver aqui.

CADAVRE EXQUIS CORDOARIA SURREAL.



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Uma exposição com 230 obras seleccionadas do acervo surrealista, onde estão representados, entre outros, Mário Cesariny, Eurico Gonçalves e Cruzeiro Seixas, está patente na Cordoaria Nacional em Lisboa.
 
Além da presença em destaque de núcleos dedicados a Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny e Eurico Gonçalves, também estão representados trabalhos de Mário Henrique Leiria, Pedro Oom, Jorge Vieira, Risques Pereira, Mário Botas, João Rodrigues, Paula Rego, Teixeira de Pascoaes, Manuel Patinha, Jorge Camacho e Isabel Meyrelles. Os surrealistas estrangeiros estão representados através de Philip West, Eugenio Granell, Víctor Brauner, Hans Bellmer, Max Ernst, Anne Ethuin, Edouard Jaguer e André Breton em obras que, globalmente, vão desde o desenho à colagem, pintura e escultura. NOTÍCIA COMPLETA EM SIC.PT
 


Aproveitem ainda esta deixa para visitar este SITE.

EU NÃO SABIA



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Eu não sabia que ele era mesmo o pastor.

PIN-UPS.



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Foram um dos primeiros apelos daquilo a que chamamos hoje "cultura de massa" ou "cultura pop" e têm grande responsabilidade sobre o modo como as mulheres se começaram a ver a si mesmas após os anos 40, embora vinte anos antes tenha sido o reflexo directo de uma época onde nunca antes se puderam ver tantas pernas nuas. No primeiro caso, as donas de casa descobriam que era possível posar para uma foto sem ter a alegre companhia de um fogão novinho ao fundo e, no segundo, era a explosão do furor depois de anos de crise.
Mas as imagens de mulheres com sentido erotizado têm as suas raízes um pouco antes das crises de 1919, que varreram o dinheiro de muitos bolsos de forma parecida ao que vemos acontecer hoje. No início do século XX, a tensão que reprimia as sensualidades do ocidente de modo radical (por exemplo, recomendavam-se cintos de castidade) começou a dar frutos, ou seja, uma sociedade sexualmente pervertida nascia. Fotos de moças nuas eram escondidas no armário enquanto os pulp fictions eram devorados por cenas de bondage e defuntas despidas.
O fenómeno, como o conhecemos hoje, tomou forma durante e, muito mais, depois da Segunda Guerra Mundial. Nos pós-guerra, artistas como Elvgren assinavam desenhos de mulheres em revistas, dividindo espaço com as fotografias: o que era para nunca ser mostrado em público descobria seu lugar no mundo, e como arte! Em pouco tempo, a aceitação de toda sociedade estava ganha. As mulheres descobriam uma fonte de informação porque, como as pin-ups eram as mulheres como os homens desejavam, logo elas descobriram como usar os trejeitos em proveito próprio, “contra” os homens. O vestuário modificou-se. Cintas-liga e grandes peitos viraram o que era o tornozelo nos anos 30: puro delírio.
Embora as origens das pin-ups guardem um fundo bastante obscuro, o que se viu naquele momento foi um tratamento dos desenhos como uma fonte sacana de humor e até de inocência, por isso as imagens foram abraçadas da forma que foram pela Revista Playboy; aquilo tinha tudo a ver com a linha editorial. Das páginas da Playboy, foi para a psique dos americanos, principalmente das elites. Sophia Loren e Marilyn Monroe eram quase personificações místicas. No Brasil havia a Vera Fisher com 18 anos e nua no cartaz do filme Superfêmea, desenhada por Benício.
Então veio o ostracismo. O advento da alta costura, da fotografia de moda e das modelos magrérrimas, as pin-ups perderam o sentido. Além do mais, mulheres em poses para agradar e sendo escravizadas por sutiãs de enchimento nada tinha a ver com a revolução social que acontecia. As mocinhas perderam o sentido que tinham e se tornaram peças machistas.
De repente, estão de volta. As mulheres continuam querer ser muito magras como dita a indústria e a tal vida saudável, mas relaxaram na sobriedade, equilibram as modalidades de poder em busca de uma feminilidade plena. Mais uma vez, mulheres semi-nuas, segurando sorvetes fálicos gigantes, de cintura fina e sorriso de quem não quer nada enquanto provoca tudo estão aqui para nos ensinar alguma coisa meio fascinante e meio depravada. A tendência retro apoia-se nos anos de ouro das pin-ups influenciando diretamente um mundo que se pensava demasiadamente material, demasiadamente sério.
VIA OBVIOUS.

DEPOIS DA TEMPESTADE.



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WHITE NIGHTS. Russia After the Gulag

Uma espantosa série fotográfica de Donald Weber. Para ver na íntegra AQUI.

"Como sobreviver ao "indie chic" e voltar a amar o cinema independente?"



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Texto de Ann Hornaday Exclusivo PÚBLICO/"Washington Post" Tradução: Rui Brazuna
Já vimos este filme antes? Cena de abertura: o quarto de um adolescente. As paredes estão forradas com "posters" de bandas de culto. A banda sonora toca um tema na berra. Os créditos correm como se alguém os desenhasse num bloco de notas, numa letra nervosa e animada. A intriga tem a ver com uma qualquer disfunção familiar, transgressão social ou autodescoberta adolescente. Se bem que chegue a uma conclusão, que pode ser sombriamente divertida ou apenas sombria - muitas vezes através de uma louca viagem de carro, onde ocorrem epifanias -, os protagonistas ultrapassam-se uns aos outros com referências da cultura pop que ou estão na moda ou são obscuras. Chamemos-lhe "Haverá Telefones-Hambúrger": mais de 20 anos depois do cinema independente americano ter entrado numa idade de ouro, aquilo que começou como uma ardente resposta a Hollywood e aos seus géneros dominantes tornou-se também num género. E como todos os géneros, a estética independente está cheia dos seus clichés, figuras de estilo gastas que afundam o mais previsível filme de acção ou a mais banal comédia romântica.

Família disfuncional? Experimentem "Rachel Getting Married" [Jonathan Demme]. Adolescente isolado? Aí está "Donnie Darko" [Richard Kelly]. Tabus sexuais? Referências elaboradas à história da pop e humor sardónico? Eis "Rushmore" [Wes Anderson]! Uma banda sonora que não pode estar mais na moda? Oiçam a de "Garden State" [Zach Braff], vai mudar a vossa vida. Um dominante tom de distanciamento irónico: a ironia está para o cinema independente como o cavalo está para o "western" e a rua banhada por chuva para o filme negro.

A seu crédito, "Nick and Norah's Infinite Playlist" [Peter Sollett] - o mais recente exemplo do cinema independente da moda - é leve em termos de ironia. As audiências que foram seduzidas por este romance adolescente que tem como protagonistas Michael Cera e Kat Dennings (interpretam namorados obcecados por música) podem ter tido uma sensação de "déjà vu" ao verem a fauna da cena musical. Temos os créditos em letra tremida, a banda sonora dominada por bandas alternativas como Band of Horses, Devendra Banhart e Vampire Weekend, e o velho Yugo amarelo de Nick. Será que o Yugo é o telefone-hambúrger deste ano? O telefone-hambúrger foi um indicador definitivo do cinema "indie" em "Juno" [Jason Reitman], o êxito inesperado de 2007, uma elaboração sobre os temas e figuras de estilo do "indie". Escrito por uma antiga "stripper", apresentava todos os clichés do cinema independente: - Tema tabu? Gravidez adolescente. - Jovem protagonista peculiar? Uma heroína adolescente, sábia e de língua afiada. - Músicas na moda? A banda sonora pela banda de culto Moldy Peaches. - Referências obscuras à pop? Uma interminável barragem de meta-referências, que vão de velhos filmes de série B e televisão ("Suspiria," "Thundercats") a bebidas e pastilhas para o mau hálito. As multidões que tornaram "Juno" num sucesso viram-no como algo de novo e fresco, até mesmo os seus estilizados diálogos. Mas quem tenha visto anteriormente "Heathers" [Michael Lehmann], "Ghost World" [Terry Zwigoff] e "Garden State" decerto ficou com a sensação que já tinha dado para aquele peditório.

E depois de "Pulp Fiction"...

Os filmes independentes costumavam ser coisa para cinéfilos, para os frequentadores de festivais que riam das piadas de caserna, que apreciavam os seus parcos meios de produção e aplaudiam a sua ousadia formal. Tudo mudou em 1994, quando "Pulp Fiction", que custou 8 milhões de dólares, ultrapassou os 100 milhões de receitas só nos EUA. Desde então, filmes de "pequeno orçamento" têm sido produzidos incessantemente por companhias ligadas aos grandes estúdios e por jovens cineastas ambiciosos em busca de uma carreira de sucesso em Hollywood. Quando Diablo Cody, a argumentista de "Juno", ganhou este ano o Óscar, ficou claro que os princípios que tinham tornado os filmes independentes tão atraentes revelavam ser maneirismos cínicos: a espontaneidade tornou-se estudada; a intimidade preciosa; a ousadia passou a ser o seu próprio valor de choque; o que era pessoal ficou superficial e solipsista; e o desejo de desafiar a narrativa linear transmutou-se em algo de incoerente e pretensioso.

Com o crescimento de "nomes" sinónimos de cinema "indie", como o Festival de Sundance e a companhia Miramax, e com Hollywood a abraçar os tiques deste tipo de filmes, o termo "independente" perdeu significado, tornou-se tanto ferramenta de marketing como declaração artística. Subitamente parecia que as salas eram inundadas por cópias de "Pulp Fiction", e semana sim semana não as edições da revista "Entertainment Weekly" davam destaque a histórias sobre cineastas que financiavam as suas obras com os cartões de crédito das mães. "Slacker" deu origem a "Clerks" [Kevin Smith], que por sua vez originou "Swingers" [Doug Liman] e dúzias mais. O cinema recente está cheio de árvores genealógicas cinematográficas. "Uma Família à Beira de Um Ataque de Nervos", sobre uma família com problemas que faz uma viagem de carro para que a sua filha de 7 anos participe num concurso de beleza, é parecido com "The Daytrippers", a deliciosa comédia de Greg Mottola, realizada uma década antes, sobre uma família que discute muito e que fica presa num carro em Nova Iorque. Tinha também traços de "Thumbsucker" [Mike Mills], "Donnie Darko", "Flirting with Disaster" [David O. Russell] e de "Welcome to the Dollhouse", o muito imitado filme de Todd Solondz.

Ou tomemos como exemplo o recente "Baghead" de Jay e Mark Duplass. Esta comédia de horror contemporânea tem uma clara dívida para com "O Projecto Blair Witch", o filme faça-você-mesmo de 1999 que com o seu falso elenco amador e o seu irrequieto trabalho de câmara deu novo fôlego ao falso documentário que foi desenvolvido até à perfeição cómica por Christopher Guest.

Personagens que não vimos antes

Será que os filmes independentes podem ser salvos? Sim, mas só se fizermos a pergunta de modo diferente. É altura de deixar de falar sobre orçamentos, sobre "vanguarda" e biografias de cineastas - talvez mesmo o termo "indie" deva ser banido - e em vez disso redescobrir valores como a inteligência, verdade emocional, peso moral e comedimento, que serão algo de duradouro muito depois de os temas recorrentes do "indie-chic" e o hermetismo arrogante se terem completamente gasto. Por esse padrão é claro que as novas vozes e visões estão ainda a aparecer através dos meios tradicionais da imaginação financeira e sucesso saído do nada. Filmes recentes como "Old Joy" [Kelly Reichardt], "The Savages" [Tamara Jenkins], "Half Nelson" [Ryan Fleck] e "Lars and the Real Girl" [Craig Gillespie] provam que nas mãos de cineastas seguros até temas comuns no cinema independente podem resultar em algo convincente.

Alguns dos melhores filmes deste ano têm sido independentes, no sentido mais clássico da palavra. "Frozen River" [de Courtney Hunt; passa-se numa reserva mohawk, na fronteira entre EUA e Canadá, onde duas mães solteiras são obrigadas a fazer contrabando], "Chop Shop" [de Ramin Bahrani: a vida de rua de um órfão latino, em Queens, Nova Iorque] e "The Visitor" (de Tom McCarthy, o realizador de "The Station Agent's") cada um deles conta uma história bem construída sobre personagens que nunca vimos anteriormente, de modo simples e espontâneo. Outra marca brilhante no horizonte é "Wellness", de Jake Mahaffy, que quase ainda não foi visto no circuito dos festivais, mas que faz virar cabeças onde quer que passe. O perturbante, mas bem desenvolvido drama de Mahaffy sobre um caixeiro viajante na Pennsylvania sugere o aparecimento de um novo género: o neo-realismo americano pós-industrial.

Ou consideremos ainda o intenso drama sobre a guerra do Iraque "The Hurt Locker", de Kathryn Bigelow, o drama político "Nothing but the Truth", de Rod Lurie, "Che", o épico de Soderbergh, e "Sugar" do casal responsável por "Half-Nelson" Anna Boden e Ryan Fleck [a história de um jogador da República Dominicana que, inspirado pelo filme "Campo de Sonhos", quer jogar no campeonato americano] foram todos produzidos fora dos grandes estúdios. Ou "Medicine for Melancholy", de Barry Jenkins: este sereno romance cómico sobre um casal afro-americano em São Francisco podia ser acusado de sucumbir aos perigos do cinema independente, se não os tivesse ultrapassado de forma inteligente virando do avesso os pressupostos sobre raça e a segregação da cultura pop.

Em termos de financiamento, antecedentes e visão, estes filmes não podiam ser mais independentes. Mas nenhum deles está preocupado em estar na crista da onda ou em ser inovador; em vez disso, tal como exortava Tchekhov, preocupam-se simplesmente com "aquilo que flui livremente do coração". Sem maneirismos, artifícios ou gestos que reclamam atenção, fazem algo de radical. Contam bem as suas histórias e de forma simples. Sai da frente, cinema "indie": a velha escola do classicismo pode estar de regresso.

AS COISAS QUE EU NÃO SEI.



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Acabo de ver a Reportagem Especial SIC/Expresso de hoje que abordou os primeiros piratas informáticos nacionais em finais da década de 80/inícios de 90 - "hackers" pioneiros. Na altura eram cerca de 20 adolescentes que entre si compartilhavam informações através de servidores que eles próprios criavam, numa altura em que computadores eram ainda anómala ocupação e rara aquisição, algo que acabou por lhes valer uma detenção pela PJ.
De entre eles conta-se - e daqui o meu espanto - Filipe Melo, o pianista de jazz e cineasta que encabeçou um bando de monstros (enquanto actor) e foi o escritor e produtor de I'll See You In My Dreams (2003), o primeiro filme zombie português, peça de culto da cinefilia portuguesa - com certeza - e ibérica - talvez - com que certamente já se terão deparado numa ocasional passagem pela RTP 2, tal e qual o que aconteceu comigo (é aquele em que a São José Correia grita que nem desalmada perante os zombies ahah - o estrelato nacional é algum). Além disso é o realizador de Um Mundo Catita (2007), a mini-série que leva até ao ecrã o carismático Manuel João Vieira, com quem o realizador tem tido oportunidade de privar. É, actualmente, com 31 anos, um dos mais bem colocados músicos e professor de jazz, muito graças a uma detenção da PJ quando tinha apenas 14, e que o fez repensar qual o futuro que queria para si.still de I'LL SEE YOU IN MY DREAMS. still de UM MUNDO CATITA. Ainda na mesma reportagem surge um dos criadores do servidor SAPO e o primeiro detido por pirataria de Internet, um estudante universitário de informática, agora com 23 anos, responsável pela criação da rede de compartilhamento B-Tuga.
O SITE DE FILIPE MELO I'LL SEE YOU IN MY DREAMS - [1] [2] [trailer]
(Post Scriptum - Assim que a reportagem estiver disponível online coloco-a aqui, embutida ou em link)

AMOR BEM CÃO



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O JN acompanhou durante três meses um jovem prostituto que vive pelas ruas do Porto.
Telmo tem 21 anos e precisa de vender o corpo para pagar a droga.

No coração do Porto, o negócio muda quando o dia termina.
À noite, o comércio acontece na berma da estrada. Em Sá da Bandeira, rua de rapazes verdes a alugar o corpo a homens maduros por 15 euros, às vezes mais, por meia hora, às vezes menos, desenrola-se permanente jogo de sedução entre carros caros e meninos baratos...

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OS VOYEURS.