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Diário da minha ausência.



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Desde já as mais sinceras desculpas por, logo no título, fazer uma referência a Margarida Rebelo Pinto. Sei à partida que me é reservado um lugar no Inferno, onde espero que - apesar de tudo - ela não vá parar. Contente-se com a companhia da irmã Lúcia.

O Karma existe. Senão expliquem-me porque é que o João Manzarra entra no vídeo da nova música do Abrunhosa. Que é péssima, diga-se de passagem. É segundo essa característica e uma lógica de produção vastamente comentada que sei, à priori e seguramente, que um dia há-de passar na TVI uma novela chamada "Fazer O Que Ainda Não Foi Feito". Seguramente também, haverá uma loira, que pode ou não ser a Alexandra Lencastre, mas que comerá, certamente, torradas e frutas variadas pela manhã e que, ao fim da tarde, ao chegar casa, tomará um whisky que afinal é só sumo de maçã. Entretanto aparece a empregada e diz "Deseja alguma coisa Dona Beatriz?" ao que Dona Beatriz prontamente enxotará: "Não me mace".

Os Linda Martini estão de volta com "Belarmino", assumida referência ao boxer português dos anos 60 com o mesmo nome. Há já um clip - sucessão de stills do filme biográfico do percurso de Belarmino Fragoso, realizado em 1964, pelo cineasta Fernando Lopes. Sexta há concerto no Musicbox.
Também dos EUA nos chegam novidades. Os MGMT estão de volta com o segundo álbum "Congratulations". "Flash Delirium" é o 1º single e tem já um bonito vídeo que eu diria ser inspirado nos universos cinematográficos dos Davids - o Cronenberg e o Lynch. Tripas, olhos, cabos e esse tipo de cenas orgânicas a atirar p'ró nojento; weirdos dançarinos e lots of nonsense. Gosto. Podem vê-lo no site da banda. Vale a pena também visitar a secção "Fan Art" onde é dada aos fãs dos MGMT a possibilidade de construir o design do site através do upload de imagens de sua autoria, as quais irão ornamentando o site de modo aleatório. Indícios do novo álbum dos The National - High Violet - pairam já pela web. Sai dia 11 de Maio e cheira-me que vou apanhar a desilusão musical do ano. Ou adormeço só. 
 
When I'm With You, single do projecto Best Coast, ainda sem álbum editado, é a cena do momento. E a rapariga que é mentora do projecto, Bethany Consentino, que está aqui abaixo, com uma cena destas ao colo, só pode ir longe de certeza.
 
Decidi oficializar. Tenho um novo blogue mais amado. Chama-se Máscara & Chicote e digamos que é, na maioria das vezes, o blogue onde o ilustre Fortinbras faz crítica de poesia, quando não faz crítica de crítica de poesia ou ainda crítica de poesia através de um complexo sistema de analogia poético-gastronómica. Por vezes, dá-se ainda lugar a crítica de bourbons, irishs e bifes do lombo, os quais Fortinbras lamenta imensamente não terem entrado na Antologia. Afinal, enganei-me. A cena do momento é esta:  
Que esperamos que não tenha rigorosamente nada a ver com esta:
 

Zapatero e Sus Hijas.



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(não, não é um disfarce)

All By Myself.



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( Surripiado à Menina Limão que por sua vez o surripiou às Cachopas. )

SHUT UP I AM DREAMING.



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Manuela, Manuela, Manuela eu também não sou uma alforreca.

[ Entrevista de Manuela Moura Guedes à Notícias TV antes da suspensão do Jornal Nacional 6ª. Internem-na.]

" Como é que convive com as críticas da classe jornalística, que tem sido demolidora para si?
Não tenho grande apreço pela classe jornalística actualmente. É muito má.

Sente que é melhor do que a generalidade dos jornalistas?
Sinto que sou mais séria. Perdoem-me a imodéstia. 


Sim, isso eu sei. Mas acha que é legítimo terminar um pivô com a expressão "pois!" e os olhos arregalados ou dizer "é sempre a mesma história"?
Eu não digo "é sempre a mesma história". Tento contextualizar a informação. Procuro que o meu pivô tenha mais informação, recordando coisas que já aconteceram, procuro relacionar as coisas. E admito que possa ter lá um bocadinho do que eu penso."

LORD OF THE FLIES*.



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* OU: Yes, We Can criar um messianismo tão desmedido quanto parvo em torno de Obama.

TÊ-VÊ.



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O Curto Circuito é a Bershka dos programas de TV: gente histérica, cores de ferir as vistas e uma música de fundo que martela a sanidade a qualquer um, que ainda me pergunto como é que abébia alguma consegue espectar àquilo. Enquanto uns se perdem assim, eu perco-me pelo canal noticioso ao deixar-me ficar a ver o Ahmadinejad discursar e a imaginar que, detrás do ombro dele aparece, com a verruga e toda a idoneidade que o caracterizam, o Emplastro do Porto a mostrar a dentadura enquanto faz "V" de VOTA com os deditos e a avisá-lo, ao palrador, num dialecto grunhido entre o tripeiro e o persa, que o pai está a chamar para jantar. Aqueles dois só podem ter o mesmo centro nuclear, aqueles dois só podem ter nascido do mesmo par de tomates, e ainda um dia isto se há-de confirmar e vir a público. Isso é que era uma bomba.

¿Por qué no te callas? #2



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A Coisa Berlusconi
 
Não vejo que outro nome lhe poderia dar. Uma coisa perigosamente parecida a um ser humano, uma coisa que dá festas, organiza orgias e manda num país chamado Itália. Esta coisa, esta doença, este vírus ameaça ser a causa da morte moral do país de Verdi se um vómito profundo não conseguir arrancá-la da consciência dos italianos antes que o veneno acabe por corroer-lhes as veias e destroçar o coração de uma das mais ricas culturas europeias. Os valores básicos da convivência humana são espezinhados todos os dias pelas patas viscosas da coisa Berlusconi que, entre os seus múltiplos talentos, tem uma habilidade funambulesca para abusar das palavras, pervertendo-lhes a intenção e o sentido, como é o caso do Pólo da Liberdade, que assim se chama o partido com que assaltou o poder. Chamei delinquente a esta coisa e não me arrependo. Por razões de natureza semântica e social que outros poderão explicar melhor que eu, o termo delinquente tem em Itália uma carga negativa muito mais forte que em qualquer outro idioma falado na Europa. Foi para traduzir de forma clara e contundente o que penso da coisa Berlusconi que utilizei o termo na acepção que a língua de Dante lhe vem dando habitualmente, embora seja mais do que duvidoso que Dante o tenha utilizado alguma vez. Delinquência, no meu português, significa, de acordo com os dicionários e a prática corrente da comunicação, “acto de cometer delitos, desobedecer a leis ou a padrões morais”. A definição assenta na coisa Berlusconi sem uma prega, sem uma ruga, a ponto de se parecer mais a uma segunda pele que à roupa que se põe em cima. Desde há anos que a coisa Berlusconi tem vindo a cometer delitos de variável mas sempre demonstrada gravidade. Além disso, não só tem desobedecido a leis como, pior ainda, as tem mandado fabricar para salvaguarda dos seus interesses públicos e particulares, de político, empresário e acompanhante de menores, e quanto aos padrões morais, nem vale a pena falar, não há quem não saiba em Itália e no mundo que a coisa Berlusconi há muito tempo que caiu na mais completa abjecção. Este é o primeiro-ministro italiano, esta é a coisa que o povo italiano por duas vezes elegeu para que lhe servisse de modelo, este é o caminho da ruína para onde estão a ser levados por arrastamento os valores que liberdade e dignidade impregnaram a música de Verdi e a acção política de Garibaldi, esses que fizeram da Itália do século XIX, durante a luta pela unificação, um guia espiritual da Europa e dos europeus. É isso que a coisa Berlusconi quer lançar para o caixote do lixo da História. Vão os italianos permiti-lo?
 
José Saramago. 
( Publicado ontem no jornal espanhol “El País”)

7 DE JUNHO.



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O meu pai gostava era de não ter canhotos cá em casa.

É A CARA CHAPADA.



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O Vital Moreira é a personificação do Geppeto.
(que bigode tão aparado)

BENTO XVI



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A woman shows a condom with a Pope´s picture on it in Paris. This were designed to make fun of Benedict XVI after he declared condoms are not a valid weapon against AIDS on his tour to Africa

DOIS POEMAS DE BARACK OBAMA



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Os 2 poemas seguintes datam de 1981 e foram escritos por Barack Obama, o recém eleito presidente dos Estados Unidos da América. Andava na faculdade e tinha na altura 19 anos. Os poemas foram divulgados pelo New Yorker que inclusivé lhes fez uma crítica.

PAPÁ

Recostado na sua

cadeira, uma cadeira larga e quebrada

E polvilhada com

cinzas,

O papá passa os canais, toma outro

Cálice de Seagrams, simples, e pergunta

O que fazer comigo, um rapaz novo e verde

Que nem considera a

Falta de sentido do mundo, desde

Que as coisas se me tornaram fáceis.

Fixo os olhos na sua cara, um olhar

Que lhe afasta a testa;

Estou certo que ele não tem consciência dos seus

Negros olhos de água, estes que

Balançam em diferentes direcções,

E dos seus lentos e indesejados espasmos

Que demoram a desaparecer.

Oiço, aceno abertamente até tocar na sua pálida,

Camisola bege, gritando,

Gritando nos seus ouvidos, pendurados

Com lóbulos pesados; mas ele está a contar

A sua piada, e então pergunto-lhe por que

Parece tão infeliz, ao que me responde….

Mas eu não quero mais a porcaria da resposta, porque

Passou todo o tempo, e por baixo da

Minha cadeira eu tiro o espelho que guardei;

Eu rio-me, rio-me à gargalhada, o sangue escorre

Da sua cara até à minha, e cresce

Um pequeno lugar no meu cérebro, algo

Que deverá ser extirpado, como se fosse um

Caroço de melância, com os

Dois dedos.

O papá toma outro cálice, simples,

Repara na pequena mancha de âmbar

Nos seus calções, igual à que eu tenho nos meus, e

Faz-me cheirar do seu cheiro, e este vem

Apenas de mim; ele passa os canais, recita um poema antigo

Que escreveu antes da sua mãe falecer,

Levanta-se, grita, e pede

Um abraço, assim que eu encolho, com os meus

Braços mal conseguindo dar a volta

ao seu grosso e oleoso pescoço, e às suas costas largas; porque

Eu vejo a minha cara emoldurada na

Armação preta dos óculos do papá,

E descubro que ele também se ri.

SUBTERRÂNEO

Grutas debaixo de água

Cheias de macacos

Comendo figos.

Aproximo-me dos figos

Que os macacos

Comem, eles mastigam.

Os macacos guincham, mal

Lhes vejo os dentes, eles dançam,

Lançam-se à água que escorre,

Velhos, as peles secas,

Reflectem a luz no azul.

TRADUÇÕES DE TIAGO NENÉ.

FOTOS DO DIA



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Um soldado chinês luta contra o vento ao erguer uma bandeira durante a cerimónia oficial de boas-vindas ao primeiro-ministro holandês Jan Peter Balkenende em Pequim. David Gray/Reuters
Un President ne s'irrite pas. Uma empresa começou a vender na net um pacote com um boneco, vários alfinetes e um manual de voodoo.
O boneco vem em duas versões: o Presidente francês Nicolas Sarkozy e a socialista que este derrotou nas Presidenciais, Segolene Royal. Sarkozy não gostou da brincadeira e obrigou a empresa K&B a sentar-se no tribunal. Diz a K&B que madame Segolene já fez saber que não irá tomar qualquer acção legal, seguindo o conselho e não o exemplo de Sarkozy, que no debate que antecedeu a eleição lhe disse a determinada altura: "Madame Segolene, un President ne s'irrite pas". Yoan Valat/EPA
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OS VOYEURS.