Mamã Em Rosas Brancas.



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Beijem a mamã nas duas faces, depois cortem-na ao meio; lancem-lhe em cima água a ferver, retirem-lhe a cabeça que sorri bondosamente - podia tirar-vos o apetite - a coluna vertebral e todos os ossos que podem ser retirados. Cozam batatas em água, cortem-nas às rodelas e preparem-nas em salada. Misturem pequenos pedaços de mamã na salada e temperem com azeite no momento de servir. Não se esqueçam de dispor algumas rosas brancas debaixo do prato: servem para proteger a toalha, e depois a mamã gostava tanto delas...
Roland Topor 
A Cozinha Canibal
Fenda, 2000 
Tradução de Ernesto Sampaio

Planet Stupid.



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Campanha 
Polar Bear - Planet Stupid
da agência inglesa Mother.

2010, Que é como quem diz.



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(a primeira é dos Learn Something Everyday; a segunda é de Joana Linda.)

Maine Coon.



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A partir de hoje vivo para um destes.

Tinha de ser.



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Quebra no sabatismo recém-anunciado para um pequeno parêntese, a anunciar isto, que tinha de ser e muito agrado me traz, embora não mais que o simples, prévio e, portanto, garantido existir do objecto causal.
Passo a explicar: "As Têmporas da Cinza" de A. M. Pires Cabral, 2008, Edições Cotovia, arrecada o prémio Luís Miguel Nava 2009.
 Aos desinteressados, perdoem-me a importunância. E agora sim, me retiro.

Aprender A Rezar Na Era da Técnica.



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de Soasig Chamaillard.
 
[ Legenda imagem 1: Pegando nos cochichos de um arcanjo, de seu nome Gabriel, Maria inventa Jesus. Jesus, o Menino-Natal. Veio santíssima Coca-Cola que inventou o Pai-Natal. Logo, Pai-Natal a Maria quis conhecer. Fazer dela Mãe-Natal. Coca-Cola: Santíssima Aliança. Pai-Natal, Coca-Cola, Maria-Mãe: Santíssima Trindade. Entretanto e pelo caminho, acho que perdemos o Jesus. Não sei se estão a ver. Vá, ide lá a correr fazer o resto das compras: Santíssimo Advento.]


 
E com esta me retiro. Afinal, esta estória do Natal sempre foi um bom pretexto para passar uns dias santos (e de pura misantropia, pela parte que me toca). Tenham-nos.

Mark Peckmezian.



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Mais do mesmo.



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Bem, pelo menos desta vez não veio ninguém dizer que isto era tal e qual, la même chose, fac-simile de uns Ornatos chapados. O que já é um começo. Um belo começo.

Desabar o tecto sobre os incréus.



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Ahhh, agora já percebi a cena do sismo.

ú.



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E durante um post sobre medo, fica sempre bem um bruto tremor de terra.

Sinto-me assim:



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h MEDO do MEDO 
(sinto-me tão assim)
 
Medo de ver a polícia parar diante da casa.
Medo de ficar a dormir durante a noite.
Medo de não conseguir dormir.
Medo de que o passado volte.
Medo de que o presente levante voo.
Medo do telefone que toca no silêncio a horas mortas.
Medo das tempestades eléctricas.
Medo da mulher de turno que tem uma cicatriz no queixo.
Medo dos cães embora me digam que não mordem.
Medo da ansiedade!
Medo de ter que identificar o corpo de um amigo morto.
Medo de ficar sem dinheiro.
Medo de ter muito, embora seja difícil de crer.
Medo dos perfis psicológicos.
Medo de chegar tarde e de chegar antes de todos.
Medo de os ver morrer antes de mim e de me sentir culpado.
Medo de ter que viver com a minha mãe, na velhice dela e na minha.
Medo da confusão.
Medo de que este dia termine com tristeza.
Medo de acordar e de ver que foste embora.
Medo de não amar e medo de amar demasiado.
Medo de que o que eu ame seja letal para aqueles que amo.
Medo da morte.
Medo de viver demasiado tempo.
Medo da morte.
Isso já disse.
Raymond Carver
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OS VOYEURS.