ALGUMA COISA NÃO ESTÁ CERTA.



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A comida que comes afecta-te a mente assim como o corpo. É preferível comer comida vegetariana. A carne tem por base a morte de animais, é por isso um alimento que tem dentro uma carga de violência.

***
[ ainda assim, aproveitem o link que vos leva ao movimento Nova Era na wikipédia - é o 1º - que lá descobri duas ou três ideologias altamente perlim-pim-pim, muito muito avant-garde, que toda toda encantada me deixaram, sem que nada parecido esperasse eu de uma je ne sais quois alternativa como esta. Afinal está p'ra chegar aí um Quinto Império sem o copinho-de-leite do D. Sebastião! Afinal,"Deus" sou eu, e és tu! ]

APONTEM NAS VOSSAS AGENDAS.



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2012 

15 de Abril 
Centenário do naufrágio do famoso transatlântico RMS Titanic. 

20 de Maio 
Eleições presidenciais na França. 

Eclipse solar anular.

      31 de Dezembro 
      Expira o prazo do Protocolo de Kyoto 


      Sem data confirmada
      Inauguração do novo complexo financeiro no Ground Zero, conhecido principalmente pela Freedom Tower, em Nova York, EUA

       Dia do Juízo Final
        ***
        [ de tão fascinada que estou com este vindouro ano, lhe dedico uma etiqueta exclusiva neste blogue, a qual se manterá (ou não) em constante actualização até à data de ... 2012, e quiçá, lhe sobreviverá. Logo veremos. Agora, a questão por que todos ansiávamos: onde estará o Cristiano Ronaldo daqui a 3 anos? Ora, sendo que 2009+3=2012, cum catano e deuses me abençoem que percebi agora a merda da publicidade. "Que é que faziam se o mundo acabasse amanhã?", pergunta Daniel Oliveira, Carla Matadinho ou Malato durante um imprescindível vox pop no Bolhão - onde se vendem os derradeiros pimentos, as derradeiras gardénias, uma derradeira courgette. R: No Dia do Juízo Final espiaremos convictos e deleitados, CR7. Por fim, sucumbiremos. Mas nunca sem antes aviar farnel num Rei dos Frangos - lá se vendem derradeiros galináceos, derradeiras migas, derradeiras toxinas bem-amadas ]

        SEM TÍTULO.



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        De tudo, o que mais me irrita é aquele olharem-me a tentar adivinhar-me as doenças. Depois, uma tosse hiperbolizada à espera de olhos de misericórdia. Nada que os prive de Depois, darem umas gargalhadas quando a palavra "transexual" vem da TV; e depois a espera.
         
        No hospital.
         28-03-2008

        TÊ-VÊ.



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        O Curto Circuito é a Bershka dos programas de TV: gente histérica, cores de ferir as vistas e uma música de fundo que martela a sanidade a qualquer um, que ainda me pergunto como é que abébia alguma consegue espectar àquilo. Enquanto uns se perdem assim, eu perco-me pelo canal noticioso ao deixar-me ficar a ver o Ahmadinejad discursar e a imaginar que, detrás do ombro dele aparece, com a verruga e toda a idoneidade que o caracterizam, o Emplastro do Porto a mostrar a dentadura enquanto faz "V" de VOTA com os deditos e a avisá-lo, ao palrador, num dialecto grunhido entre o tripeiro e o persa, que o pai está a chamar para jantar. Aqueles dois só podem ter o mesmo centro nuclear, aqueles dois só podem ter nascido do mesmo par de tomates, e ainda um dia isto se há-de confirmar e vir a público. Isso é que era uma bomba.

        NO BAÚ.



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        Rescaldo da noite - breve nota para memória futura.
         ??-??-2007 
        Chegar. Fazer REC a toda uma série de interpretações de bichices que acompanhei de silêncios fartos ou risadas gastas enquanto o jantar que era e foi grelhado misto mais as batatas que eram fritas ultracongeladas e o arroz que com ervilhas era sem sal sem que o tenha reclamado em tempo para tal. Comer. Observar. Havia o taparuére com peixes eram dois e nunca os vi quietos se os peixes param que acontece? flutuam? caem? Sair. Seguir atenta o gato que passa, demagogo como todos. Um gato tem queda para alturas. Que importa se gato sim se gato não se gato igual a sete vidas? Que caia. Um gato tem queda para alturas. Observar. Aquela porta não está ali há muito ou em alternativa os meus olhos angulam novas amplitudes intangíveis até então. Desviar. Espreitar. Confirma-se que ao espreitar correio alheio se abrem horizontes para criaturinhas fardadas. Correr. Manchar. Manchei as mãos de negro em duas nódoas de tinta – as mesmas que foram hoje as tuas íris líquidas. Custa-me tê-las assim em mãos a supor o quão difícil hão-de ser de limpar. Pedir desculpa pela impressão digital.

        ANDAMOS MORTINHOS POR SABER.



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        Que música é aquela na nova publicidade da Vaqueiro? 
        Oh I like you so very much so much in fact I gotta wake you up
        Sleepy Tigers - Her Space Holiday

        AVANT-GARDE.



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        HINO NACIONAL . SWEDEN.



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        THE HIVES - A.K.A. I.D.I.O.T.

        MEW - CONFOURTING SOUNDS

        SHOUT OUT LOUDS - THE COMEBACK

        PETER, BJORN AND JOHN - YOUNG FOLKS
        THE KNIFE - HEARTBEATS
        JOSÉ GONZALEZ a cobrir The Knife - HEARTBEATS

        MANDO DIAO - DANCE WITH SOMEBODY

        I'M FROM BARCELONA - THE PAINTER(LIVE)

        THE SOUNDS - TONY THE BEAT

        FEVER RAY - WHEN I GROW UP


        LYKKE LI - DANCE DANCE DANCE

        NO BAÚ.



        3 COMENTÁRIO(S)
        O Saco. 
        3-NOV-2007
        *** 

        Procura-se Saco de equipamento desportivo, preto, de marca Nike, com alguma roupa desportiva e um par de sapatilhas, perdido na tarde de 2 de Novembro de 2007, na gare rodoviária da Cidade. Agradece-se a quem o tenha em sua posse que o entregue nessa mesma gare ou contacte o NÚ. ME. RO.

        ***
         
        Exige-se
        A devolução de um saco de equipamento desportivo preto, relativamente feio, um pouco malcheiroso, com pega, de marca Nike, __(o que significa ostentar um símbolo insignificante que por si só torna a relação qualidade-preço do objecto em questão uma grandessíssima merda) com alguma roupa desportiva, __(entenda-se: um par de calças pretas com uma tira vermelha de que, por sinal, gostava bastante e de custo relativamente baixo. Como não vou encontrar muito mais oportunidades destas EXIJO-AS de volta!; uma t-shirt nada interessante por sinal, preta, branca e ligeiramente rosa, com a inscrição ‘Phoenix’ na frente, a qual se deverá ler ‘finix’ e não ‘fónix’; uns collants pretos dada a baixa temperatura do nefasto dia; uma sweat de capuz, cinza e zebrada, onde se poderá encontrar esboçada em lantejoulas prata-pirosinhas a inscrição ‘Wild Life’(acreditar na ameaça!) a qual não apreciava muito mas sendo oferenda de madrinha devia usar) e umas sapatilhas, __(de que gosto agora mais que nunca, que talvez cheirassem a cholé - não tenho olfacto e por muito que tente não arranjo voluntários p'ra dizer-me a que cheiram elas) perdido na nefasta tarde de 2 de Novembro de 2007, pela hora da sesta __(O sol era de Outono e portanto me fazia gostar desse dia. Desloquei-me à gare na categoria de acompanhante e debati durante a espera do autocarro, assuntos vários de que me não recordo com exactidão mas certamente da importância de uma comparação entre o Dragon Ball GT e o Z, isto na gare rodoviária que amaldiçoo-o e pouco frequento que frequentemente apinhada está de gentes todas diferentes e todas iguais, mais iguais que diferentes, gentes todas pouco estranhas e todas banais, que gritam, espalhafatam e arquitectam a minha enxaqueca (a mesquinhez saloia da terceira idade com a fruta da semana nas canastras, o cio jovem daquela minha vizinha desmiolada orgulhosamente ornamentado de leviandade e um te-le-mó-vel); a gare que tem bancos verdes onde me recordo sentada sem recordar lembranças de especial felicidade (antes frio) a não ser a de pacotes matutano em minutos precedentes às horas em que costumei apanhar autocarros-destino-casa onde não gostava de andar; cuja sala de espera tem radiadores de aquecimento desligados ou avariados três quartos do ano, sendo que o quarto quarto nunca corresponde aos três meses de Inverno; onde está o sorriso cínico do dono da loja de doces. Recordo as pastilhas e a excitação-à-5º ano pela chegada de remessas de novas parafernálias de doces em cujas caixas a inscrição ‘Novo!’ ou ‘Nuevo!’ a vermelho, circundados de um balão bicudamente recortado, geralmente amarelo: ele eram bombas ácidas, ele eram chupa chups com recheio, ele eram pastilhas Gorila de melão. Ou Bubblicious de algodão doce. Recordo ainda as esperas infinitas pelo autocarro das dezoito e trinta que na realidade era sempre às dezoito e quarenta e dois, a que precediam alheias ferozes disputas pelo recorde de pontuação máxima de Snake II em Nokias 33-10 ou 33-30, de capa azul ou cinzenta escura, ou de alternativas capas com golfinhos azuis que tomam de assalto ondas de oceanos, e com bonecada autocolada rosa que lá está porque está também noutros. Recordo ser sempre noite porque o autocarro que me levava era demasiado de manhã e o que me trazia de volta demasiado tarde. Recordo o chão sujo e os contrastes ao entrar na casa de banho (falta de papel no rolo, excesso dele no caixote do lixo). Vastas vezes essa gare fede a carapau frito, dado o restaurante fulo de petiscos, de preços convidativos apesar de tudo. Lembro algumas caras e a inquietação, todo o formigar. Lembro as histórias contadas a meu lado, por formigas, que cantam vitórias suas e maldizem a vizinha cigarra porque cantou. Lembro-me de me sentar, de esticar os pés e de os ver a eles e às sapatilhas. Lembro-me dos meus pés na gare e do frio dos meus pés por estarem na gare. Lembro-me de Dezembro na gare, que lá era relativamente bonito e genuíno mas só porque o é em todo o lado, nada mais. Lembro-me até de mim a correr para apanhar um autocarro, de caixa de presépio debaixo do braço a fim de lhe dar uso dias depois. Lembro-me de como já nessa altura a amaldiçoava e detestava. Reparo que tudo o que me separa desse tempo são estes centímetros de altura e esta melancolia. Isso e a falta do meu saco de equipamento). Exijo tudo de volta! Pede-se que se devolva na gare ou que se contacte o NÚ.ME.RO.  

        Dá-se recompensa: a quem me dê tudo de volta. perdoa-se a expropriação e dispensa-se a devolução do dito saco a esse alguém, caso me traga tudo de volta.

        TÊXTEIS INFANTIS.



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        Fui muito infeliz.

        SEM TÍTULO.



        2 COMENTÁRIO(S)
        Subir a rua a pensar tudo quanto ela não é:
        - limpa, nova, simétrica, soalheira, habitada - não é. 
        Subir a rua a pensar tudo quanto ela não é: 
        - não é limpa, não é nova, não é simétrica, não é soalheira, não é habitada - não é. 
        E subi-la a pensar que bem me ficava subi-la a fumar um cigarro, se fumasse - e não fumo. Subir a rua a pensar tudo quanto ela não é: - se é suja, se é velha, sinuosa, sombria, abandonada - ela o é.
        E subi-la a pensar que bem que me ficava subi-la a fumar se fumasse e não fumo pelo que mais rapidamente chegarei a casa e depois me recolherei a estudar porque "tem de ser" e sentar-me e só pensar que bom que é - que bom é - que o avô não tenha ainda - não tenha ainda decidido morrer - que me não dava jeito nenhum essa morte iminente agora às portas de um exame, que é no verão, saison tão propícia às mais diversas sucumbências aiadas - se bem me recordo.
        E admirar-me, ouvindo-me, deste meu pensamento. 
        Admirar-me, mirando-me, deste meu pensamento e deste meu enorme egoísmo.
        - Já os trago desde que vinha a subir a rua. 
        Que é suja, velha, sinuosa, sombria, abandonada. 
                                   (ri-go-ro-sa-men-te a mão dele)

        BELTRANO.



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